O consumo de energia elétrica no ano de 2024 na Região
Autónoma dos Açores atingiu os 808,7 GWh (gigawatts-hora), o que
equivale a um aumento de 2,7% em comparação com o ano anterior, de
acordo com o relatório Procura e Oferta de Energia Elétrica (POEE)
relativo ao mês de dezembro de 2024, divulgado ontem pela EDA.Neste
documento consultado pelo Açoriano Oriental, a empresa aponta que,
relativamente ao consumo total destaca-se o peso de comércio e serviços
(incluindo serviços públicos) com 44,5%, os usos domésticos que
representam 37,3% e os usos industriais com 16,1%.Em comparação com o
ano transato, verificou-se aumentos da proporção do consumo doméstico e
do comércio/serviços de energia face ao consumo total.O peso total
do consumo doméstico aumentou 0,6%, já no peso do consumo de comércio e
serviços registou-se um acréscimo de 0,4%. Por outro lado, verificou-se
quebras no peso do consumo de energia das indústrias (-0,6%) e dos
serviços públicos (-0,2%).Nos Açores, de janeiro a dezembro de 2024, verificou-se um crescimento da emissão de energia de 3,1% em termos homólogos.“No
período em análise, a emissão de energia elétrica na área de influência
da EDA, ascendeu aos 861.226 MWh (megawatts-hora), sendo 20,6%
geotérmica, 3,8% hídrica, 7,7% eólica, 0,5% solar, 1,6% RSU (resíduos
sólidos urbanos), 0,2% biogás e 65,7% de origem térmica, da qual 58,4%
foi obtida de emissão a fuel e 7,4% de emissão a gasóleo”, é possível
ler no relatório.No ano em análise, é possível assinalar uma redução
na emissão da principal energia renovável na Região: a geotérmica.
Houve um decréscimo desta energia de 3,4% em comparação com igual
período do ano anterior, sendo que representou 20,6% da emissão total da
EDA, 35,6% da ilha de São Miguel e 3,7% da ilha Terceira.Segundo a
EDA, em 2024 verificou-se um crescimento de 5,5% de emissão de energia
hídrica e um decréscimo de 9,6% de emissão de energia eólica, face ao
período homólogo. “Estes dois tipos de energia passam a representar,
neste período, 11,4% da emissão total. As variações normalizadas
correspondem a -5,2% e -9,9% respetivamente”, prossegue a empresa no
relatório.A empresa acrescenta ainda que o valor apurado relativamente ao nível de perdas total foi de 8,2%. “Já
no contexto dos centros produtores, o nível de perdas foi de 3,4%,
enquanto nas redes este atingiu os 5,8%”, conclui a EDA neste relatório.