Consultora de recursos humanos vai avaliar competências dos gestores e quadros
TAP
21 de jul. de 2020, 17:45
— Lusa/AO Online
“Haverá outra empresa de 'head hunting'
[consultora de recursos humanos], que não é contratada por nós, para
fazer a avaliação das primeiras linhas da TAP, das segundas linhas, dos
quadros da TAP, para percebermos quem são, que valências têm, que
experiência têm, que competências têm”, disse aos jornalistas o ministro
das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, à saída de uma
audição na Assembleia da República.O objetivo, esclareceu o governante, é o de conhecer a empresa, as pessoas e até as competências que já nela existem.O
ministro explicou ainda que é a própria TAP que está a fazer o processo
de escolha da empresa consultora, bem como do banco de investimento.Cabe
ao Governo fazer a escolha da empresa que terá como função selecionar o
novo presidente executivo (CEO) da TAP, que vai suceder a Antonoaldo
Neves na liderança do grupo. Questionado
sobre se o futuro CEO da transportadora aérea poderá ser alguém que já
pertence aos quadros da companhia, Pedro Nuno Santos não quis comentar.O
Conselho de Ministros aprovou na sexta-feira a concessão de um
empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP, em conformidade com a
decisão da Comissão Europeia. “O Conselho
de Ministros aprovou hoje, por via eletrónica, a concessão de um
empréstimo à Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (TAP), no montante
máximo de 1.200 milhões de euros, em conformidade com a decisão da
Comissão Europeia […] de 10 de junho de 2020, bem como as minutas dos
respetivos contratos de financiamento e acordo complementar”, indicou,
em comunicado, o Governo.Além do
empréstimo remunerado a favor do Grupo TAP de 946 milhões, ao qual
poderão acrescer 254 milhões, sem que, contudo, o Estado se encontre
vinculado à sua disponibilização, as negociações tinham em vista a
aquisição, por parte do Estado Português, “de participações sociais, de
direitos económicos e de uma parte das prestações acessórias da atual
acionista da TAP SGPS, Atlantic Gateway, SGPS, Lda.”.Desta
forma, o Estado Português passa a deter uma participação social total
de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP SGPS, pelo
montante de 55 milhões de euros, referiu.Com
esta operação, estabelece-se "a transmissão de participações sociais
representativas de 22,5% do capital social e dos direitos de voto na TAP
SGPS, passando o Estado a deter uma participação social total de 72,5%,
e os correspondentes direitos económicos, pelo montante de 55 milhões
de euros".