Consulta pública do programa funcional do Hospital de Ponta Delgada termina com cinco contributos
Hoje 15:49
— LUSA/AO Online
“Foram recebidos cinco contributos. Destes, três foram submetidos diretamente por cidadãos através do 'site' do HDES, um foi remetido pela Associação Nacional dos Médicos de Medicina do Trabalho ao conselho de administração do HDES e outro pela Associação Portuguesa de Insuficientes Renais diretamente à Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social”, adiantou a tutela, em comunicado.O conselho de administração do hospital deverá analisar os contributos recebidos, “até ao final do mês de outubro”, em articulação com a empresa Antares Consulting, responsável pelo programa funcional, “incorporando, sempre que se revele adequado, os respetivos contributos no desenvolvimento do processo”.Segundo a tutela, “concluída esta fase, seguir-se-á a elaboração do programa preliminar do novo HDES”.Em 04 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores, em Ponta Delgada, foi afetado por um incêndio que obrigou à transferência de todos os doentes para outras unidades de saúde da região, da Madeira e do continente, tendo sido construído um hospital modular junto ao edifício do HDES para assegurar a resposta dos cuidados de saúde.O programa funcional reformulado, que prevê a reparação, reorganização e redimensionamento do hospital, foi entregue ao Governo Regional no final de abril e colocado em consulta público no dia 31 de julho.Segundo o presidente do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), que apresentou o programa funcional aos partidos com assento parlamentar, no dia 17 de julho, as obras deverão custar entre 280 e 300 milhões de euros.José Manuel Bolieiro adiantou, na altura, que a proposta de Orçamento da Região para 2027 integrará as verbas necessárias para o “início de todo o processo”, lembrando que o Governo da República se comprometeu a assegurar “o financiamento em 85%”.O executivo açoriano prevê que o concurso público para a reparação, reorganização e redimensionamento do hospital seja lançado até ao final de 2027 e que a obra esteja concluída no “final desta década”.O programa funcional prevê a construção de novos edifícios (60% de área de ampliação) e a remodelação dos restantes (40% de área de remodelação).Está prevista a construção dos novos corpos de urgência e UCI, assistencial, medicina hiperbárica, centro de ambulatório, edifício da hemodiálise, nova área multiúsos, que contempla edifícios da logística, da administração e serviços administrativos, áreas de formação e investigação e ecocentro hospitalar.Está projetado o aumento das camas de internamento de 437 para 500, com possibilidade de expansão para 641 em situações de necessidade, o aumento do bloco operatório com 10 salas de cirurgia programada, bem como a duplicação do bloco de partos, passando de uma para duas salas.A consulta externa vai crescer de 60 para 139 gabinetes, o número de postos de hemodiálise passa de 23 para 35 monitores, havendo uma “especial atenção a áreas sob forte pressão do HDES”, como o serviço de urgência, a unidade de cirurgia de ambulatório e os hospitais de dia (com especial atenção para a área de oncologia).O desenvolvimento do programa funcional resultou de "um processo participativo multidisciplinar, num total de 50 reuniões com mais de 75 intervenientes”.