Construção nova cadeia de São Miguel deverá arrancar em 2027
7 de out. de 2024, 15:19
— Lusa/AO Online
Numa
nota de imprensa, o social-democrata explicou que esta informação
foi-lhe avançada numa reunião pela secretária de Estado da Justiça.Segundo
o deputado, Maria José Barros indicou que projeto para a construção do
novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel,
deverá estar aprovado no primeiro semestre de 2026 e a empreitada deverá
arrancar em 2027.O projeto do novo
Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada foi apresentado em novembro
de 2018, mas uma decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul
determinou que fosse lançado um novo concurso.Na nota de imprensa, o deputado do PSD/Açores referiu que o projeto
estará concluído em 2026, depois de “ter sido deixado na estaca zero
pelos governos socialistas”.O parlamentar
diz ter sido informado, na reunião, de que “será entregue, em novembro
deste ano, o relatório final do concurso para a aquisição dos serviços
de elaboração do projeto para a nova cadeia”.“Após
a entrega, em novembro, do relatório final, vai iniciar-se o período de
30 dias relativo à fase de apresentação das propostas dos candidatos.
Esta fase termina em dezembro de 2024”, detalhou.Ainda
de acordo com as informações prestadas pela secretária de Estado da
Justiça a Paulo Moniz, “prevê-se que, no primeiro semestre de 2026, o
projeto para a construção do novo Estabelecimento Prisional de São
Miguel, orçado em 1,65 milhões de euros, esteja aprovado”.De acordo com o calendário definido pelo Governo da República, “tudo aponta para que a empreitada se inicie em 2027”.A
construção do novo Estabelecimento Prisional de São Miguel foi inscrita
em sucessivos Orçamentos do Estado nos últimos oito anos, mas nunca
avançou.“Afirmamos hoje, como também
fizemos no passado, que as condições sub-humanas da cadeia de Ponta
Delgada, o estabelecimento prisional mais antigo do país, afetam não só
reclusos como também os profissionais que lá trabalham, que muito têm
feito com os recursos disponíveis para manter a ordem e estabilidade”,
alertou Paulo Moniz, citado na mesma nota.O
deputado do PSD/Açores voltou a defender que os reclusos daquela cadeia
estão sujeitos a uma "dupla pena", porque são "transferidos para
estabelecimentos prisionais no continente, afastados das suas famílias, o
que em nada abona para o sucesso da sua reintegração".