Construção na Região com várias descidas no início do ano
Hoje 10:13
— Filipe Torres
A atividade da construção nos Açores registou uma desaceleração no primeiro trimestre de 2026, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Foram licenciados 229 edifícios na Região Autónoma dos Açores, o que representa uma diminuição face ao primeiro trimestre de 2025 de 15,5%, uma das maiores quedas do país. Os edifícios destinados à reabilitação recuaram 25%, enquanto as novas construções baixaram 11%.Também o número de fogos licenciados em novas habitações familiares caiu 19%, passando de 210 para 170.No mesmo período, estima-se que tenham sido concluídos 146 edifícios nos Açores, menos 11,5% do que no período homólogo. As novas construções concluídas recuaram 18,3%.O número de fogos concluídos em novas habitações familiares desceu igualmente 16,8%, fixando-se em 99 unidades. Segundo o INE, os Açores estão entre as regiões com os maiores decréscimos tanto no licenciamento como na conclusão de edifícios.Quebra do licenciamento contrasta com aumento das obras concluídasA nível nacional, o setor da construção entrou em 2026 com uma redução da atividade ao nível do licenciamento, mas com um aumento do número de obras concluídas.De acordo com o INE, entre janeiro e março foram licenciados cerca de 6,5 mil edifícios em Portugal, menos 10,9% do que no mesmo período do ano passado. A quebra foi menos acentuada do que a registada no último trimestre de 2025, quando o recuo tinha sido de 13,5%.As construções novas registaram uma diminuição de 9,9%, enquanto as obras de reabilitação recuaram 13,2%. No segmento da habitação familiar, foram licenciados 10,3 mil fogos em construções novas, menos 3,1% do que no primeiro trimestre de 2025, interrompendo o crescimento de 16,9% observado no trimestre anterior.Apesar da quebra no licenciamento, o número de edifícios concluídos aumentou 1,5%, para cerca de 3,9 mil, invertendo a tendência de redução observada no final do ano passado. As construções novas continuaram a representar mais de 80% dos edifícios concluídos e os fogos concluídos em novas habitações familiares cresceram 3,7%, atingindo as 6,9 mil unidades.A área total construída aumentou igualmente 7,7% em termos homólogos, refletindo uma evolução mais favorável ao nível da execução das obras. Regionalmente, apenas a Madeira e o Alentejo registaram aumentos no número de edifícios licenciados, enquanto o Oeste e Vale do Tejo, o Alentejo e a Grande Lisboa se destacaram pelo crescimento do número de edifícios concluídos.O Norte continuou a ser a principal região do país em termos de atividade da construção.