27 de fev. de 2019, 12:40
— Susete Rodrigues/AO Online
Através do Departamento de Investigação
Criminal de Ponta Delgada e com a estreita colaboração da OLAF -
Organismo Europeu de Luta Antifraude, bem como de elementos de
Unidades de Perícia Financeira e Contabilística e de Perícia
Informática Forense, a Polícia Judiciária, levou a cabo a operação “Nomos”, no
âmbito de inquérito tutelado pelo DIAP de Ponta Delgada, relativo a
uma investigação sobre fortes suspeitas da prática dos crimes de
fraude para a obtenção de subsídio, peculato, falsificação de
documentos e participação económica em negócio, em que é usada
uma “Pessoa Coletiva de Utilidade Pública” com responsabilidades
na área da divulgação e promoção turística, que foi participada
pela Região Autónoma dos Açores. Explica o comunicado que durante
a operação, que se desenvolveu ontem e esta quarta-feira, foram
realizadas, no concelho de Ponta Delgada, cerca de vinte buscas a
empresas, residências e viaturas, que permitiram a apreensão de
abundantes elementos com interesse probatório, entre os quais
documentação contabilística, faturas, contratos, pagamentos,
relatórios de execução de projetos, dados informáticos e correio
eletrónico.
Foram
constituídos cinco arguidos, entre eles o presidente da instituição
em causa e uma responsável de departamento, sua familiar, os quais
são suspeitos de, articuladamente e em conluio com outras pessoas,
aproveitando-se das funções que exerciam, terem, entre outros
factos, atuado ao longo de vários anos à margem das regras
relativas à contratação pública, com vantagens pessoais e para
terceiros.
As
investigações prosseguem a cargo da Policia Judiciária.