Consórcio apela à ALRA que aprove auditoria à SATA
7 de jul. de 2025, 09:15
— Nuno Martins Neves
A empresa Victorair, que integrou um dos consórcios que mostrou
interesse no processo de privatização da Azores Airlines, exorta os
deputados da Assembleia Legislativa Regional dos Açores a aprovarem o a
realização de uma auditoria independente pelo Tribunal de Contas à
situação financeira e ao processo de reestruturação da SATA, entre 2020 e
2024, proposto pelo Partido Socialista dos Açores.O pedido,
expresso num comunicado a que o Açoriano Oriental teve acesso, surge
para garantir a “transparência” do processo de privatização da Azores
Airlines, que está em curso, e vem à luz dos mais recentes
acontecimentos envolvendo a transportadora aérea regional, nomeadamente a
falha na apresentação das contas ao Tribunal de Contas.Registando a
postura do PS/Açores, em solicitar uma auditoria independente ao
Tribunal de Contas, e a do Presidente do Governo Regional dos Açores,
que não só reconheceu o atraso como atribuiu responsabilidades ao
Conselho de Administração da SATAHolding, a empresa faz o apelo aos
deputados, assinalando que “uma aprovação clara e alargada desta
iniciativa reforçaria o sinal de compromisso institucional com a
verdade, a legalidade e o interesse público”.Além do pedido ao
Tribunal de Contas, a Victorair entende ser importante que a SATA
publique as contas auditadas relativas a 2024 e ao primeiro trimestre de
2025, e que a auditoria independente - se aprovada - possa ser
realizada e chegue a conclusões em tempo útil “face ao calendário
imposto pela Comissão Europeia para a concretização do processo de
privatização da Azores Airlines”.Por fim, solicita à SATAHolding
que responda aos pedidos formais de esclarecimento submetidos pela
Victorair “sobre a composição do consórcio em negociação, a assunção
pública da dívida e o cumprimento das regras previstas no Caderno de
Encargos”.“Entendemos que um processo claro e juridicamente seguro é
essencial para garantir estabilidade à companhia e confiança aos
cidadãos”, finaliza a empresa.A Victorair foi o lead arranger de um
consórcio independente que integrou o processo de concurso público
internacional de privatização da Azores Airlines, mas que optou por não
apresentar proposta vinculativa “por considerar que não estavam reunidas
as condições de transparência e equidade necessárias”.De recordar
que decorrem as negociações entre a SATA Holding e Newtour/MS Aviation, o
único consórcio que recebeu “luz verde” do júri do concurso público
internacional para a privatização de 51% da Azores Airlines.