Conselho Nacional do PSD aprova na quarta-feira lista de candidatos
Europeias
12 de mar. de 2019, 17:36
— Lusa/AO Online
O Conselho
Nacional está marcado para as 21 horas (menos uma nos Açores), num hotel de Coimbra, sendo
precedido por reuniões, mas durante a tarde, da Comissão Permanente – núcleo duro da
direção – e da Comissão Política Nacional.Os
estatutos do PSD determinam que compete ao Conselho Nacional “aprovar
as propostas referentes ao apoio a uma candidatura a Presidente da
República, à designação do candidato a primeiro-ministro e às listas de
candidatura à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu,
apresentadas pela Comissão Política Nacional”.O
eurodeputado Paulo Rangel foi anunciado pelo presidente do PSD, Rui
Rio, como cabeça de lista às europeias em 07 de fevereiro, no final de
uma reunião da Comissão Política, repetindo o lugar que já tinha ocupado
em 2009 e 2014.Na segunda-feira, numa
publicação na sua conta oficial da rede social Twitter, Rui Rio anunciou
que a presidente da Juventude do Partido Popular Europeu (YEPP), Lídia
Pereira, de 27 anos, seria a sua proposta para número 2 da lista do PSD
ao Parlamento Europeu.“O futuro passa
pelos jovens”, assinalou o presidente do PSD ao apontar o nome de Lídia
Pereira, que tinha sido também a indicação da JSD para a lista de
candidatos ao Parlamento Europeu.Há cinco
anos, o PSD concorreu às europeias em coligação com o CDS-PP e ficou em
segundo lugar com 26,7% (7 eurodeputados, seis dos quais do PSD), atrás
do Partido Socialista.Os
sociais-democratas eleitos em 2014 foram Paulo Rangel, Fernando Ruas,
Sofia Ribeiro (candidata indicada pelos Açores), Carlos Coelho, Cláudia
Aguiar (candidata indicada pela Madeira) e José Manuel Fernandes. O
democrata-cristão Nuno Melo foi o quarto eleito na lista da coligação
“Aliança Portugal”.Se a Madeira, com
regionais em setembro, deverá ter novamente assegurado um lugar elegível
– o nome mais falado é a da já eurodeputada Cláudia Aguiar -, a maior
polémica à volta da lista do PSD tem sido à volta da posição dos Açores,
cuja candidata em 2014 foi em terceiro.Desta
vez, o PSD/Açores indicou o antigo presidente da Assembleia da
República Mota Amaral para as listas ao Parlamento Europeu, que já
garantiu que não será candidato “numa posição claramente não elegível”,
como o oitavo lugar que lhe teria sido sugerido pela direção do partido.O
líder da estrutura regional, Alexandre Gaudêncio, prometeu marcar
presença no Conselho Nacional de quarta-feira para "dizer que os Açores
não abdicam de um lugar elegível" na lista a Bruxelas, "tal como
acontece há mais de 30 anos".Da agenda do Conselho Nacional, fazem parte ainda a “análise da situação política” e o “processo de revisão estatutária”.No
entanto, contactado pela Lusa, o secretário-geral do PSD, José Silvano,
explicou que não deverão ser levadas a votos quaisquer propostas de
revisão de estatutos na quarta-feira.Os
dois proponentes que ainda mantinham propostas de revisão de estatutos –
António Rodrigues e Paulo Colaço – admitem que, neste momento, a sua
discussão não é oportuna, aceitando remetê-las para a comissão alargado
que atualmente debate o tema no PSD ou para um próximo Congresso.