Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho
Hoje 12:38
— Lusa/AO Online
De acordo com o
regulamento aprovado, as candidaturas a presidente do PSD têm de
ser entregues até 18 de maio e podem votar nas eleições diretas todos os
militantes ativos, ou seja, que tenham uma quota paga nos últimos dois
anos.Tal como preveem os mais recentes
estatutos do partido, deixa de ser obrigatório ter a quota em dia para
se eleger o presidente do partido, sendo apenas necessário ser militante
ativo (ter uma quota paga nos últimos dois anos), tendo o caderno
eleitoral já fechado a 30 de março.O
regulamento prevê ainda a possibilidade de realização de uma convenção
pré-congresso se houver mais do que um candidato às eleições diretas,
outra alteração estatutária ratificada na última reunião magna.As
candidaturas à liderança do partido têm de ser apresentadas até 18 de
maio, ser subscritas por um mínimo de 1.500 militantes com capacidade
eleitoral, e acompanhadas de uma proposta de estratégia global, bem como
de um orçamento de campanha."No caso de
serem apresentadas mais de uma candidatura à presidência do partido
haverá uma Convenção Nacional, a realizar no dia 23 de maio de 2026,
pelas 15 horas, em Lisboa, em local a designar para o efeito", refere o
regulamento.Já as propostas temáticas têm
de ser entregues até 15 de junho e podem ser subscritas pela direção do
PSD, pela Juventude Social-Democrata, os Autarcas Sociais-Democratas, o
secretariado dos Trabalhadores Sociais-Democratas, a delegação do PSD ao
Parlamento Europeu, as Comissões Políticas Regionais, as Assembleias
Distritais, por cinco Secções das Comunidades Portuguesas ou por 1.500
militantes.No último Conselho Nacional,
realizado a 04 de março, o presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou
que iria propor a realização de diretas em maio, de forma a coincidirem
com os quatro anos da sua primeira eleição, a 28 de maio de 2022.Na
ocasião, Montenegro recordou a data em que foi eleito presidente do PSD
pela primeira vez e manifestou o desejo de que as eleições diretas
pudessem regressar a este calendário, depois de em 2024 terem derrapado
para depois do verão devido às eleições europeias.O
líder social-democrata desafiou então quem tivesse um "caminho
diferente e alternativo" a apresentar-se, naquilo que foi interpretado
como uma resposta ao ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, numa
altura em que este fez uma série de intervenções críticas ao Governo.Dois
dias depois, Passos Coelho repetiu não ser "candidato a coisíssima
nenhuma, dizendo que, se um dia o vier a ser, será apenas por um
"imperativo de consciência".