Conselho Económico e Social dos Açores vê com “bons olhos” endividamento zero em 2023
20 de out. de 2022, 10:17
— Lusa/AO Online
“Tudo aquilo que
representa redução de endividamento vemos com bons olhos”, declarou o
líder do CESA após uma reunião do organismo em Ponta Delgada, quando
questionado pelos jornalistas sobre o endividamento zero proposto pelo
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para 2023.O
economista lembrou que o endividamento zero é um “desígnio nacional” e
considerou que os aumentos das taxas de juro “podiam sacrificar muito
mais os açorianos do que a opção que foi tomada” ao nível do
endividamento.“Naturalmente, todos os
parceiros sociais esperavam mais, mas têm a consciência de que este
Orçamento e este Plano também estão condicionados por uma situação
inicial que é a existência de uma situação de endividamento zero”,
salientou.O presidente do CESA alertou
ainda que a melhoria dos indicadores sociais e económicos da região “não
se faz através do endividamento”.“A
dívida pública dos Açores tem crescido nos últimos anos e, ao ritmo
a que estava a crescer, seria incomportável para as finanças públicas
regionais, sobretudo numa conjuntura em que as taxas de juro estão a
aumentar”, destacou.Gualter Furtado
insistiu também numa revisão da Lei de Finanças Regionais, considerando
que “é importante encontrar uma solução que permita aos Açores ter meios
financeiros sem ser o endividamento”.“Entendemos
que uma região como os Açores precisa é de solidariedade ativa, não é
de endividamento. Temos é de criar condições internas e de
relacionamento com a República para seja encontrado um quadro financeiro
mais solidário com os Açores”, defendeu.A
proposta final de Plano e Orçamento do Governo para 2023 será discutida
e votada no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores agendado para
entre 21 e 25 de novembro.