Conselho Económico e Social dos Açores quer apoios para o setor produtivo em 2023
19 de set. de 2022, 19:16
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas, após uma reunião com o presidente do
Governo dos Açores, na sede da Presidência em Ponta Delgada, o líder do
CESA evocou a “situação difícil e atípica” resultante da “pandemia, da
guerra, das tensões inflacionistas e do aumento das taxas de juro”.“[Era]
absolutamente importante para os Açores e para o futuro dos Açores que
esse Plano tivesse alguma orientação no sentido de apoio aos setores
produtivos, de forma a que a nossa região tenha uma economia mais
sustentável”, declarou.Gualter Furtado
alertou para a importância de a economia açoriana “libertar mais
receitas” e “pagar mais impostos” para a região deixar de estar
“continuamente de mão estendida”.“É
inconcebível, por exemplo, que continuemos a ter um modelo de
funcionamento em que o IRC [Imposto sobre o Rendimento de Pessoas
Coletivas] tenha um peso de 20% no contexto dos impostos diretos”,
alertou.O economista pediu uma “estratégia
de médio prazo” para “fomentar” o setor produtivo da região e apelou a
um aproveitamento “máximo” dos fundos europeus.“É
importante, neste contexto, aproveitarmos ao máximo cada cêntimo dos
fundos comunitários do Plano de Recuperação e Resiliência. Que
aproveitemos todas as possibilidades que nos são dadas para reforço dos
capitais próprios das empresas”, salientou.O
CESA foi uma das instituições ouvidas pelo presidente do Governo dos
Açores no âmbito da elaboração da anteproposta de Plano e Orçamento da
região para 2023.O Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) depende do apoio dos partidos que integram o executivo e
daqueles com quem tem acordos de incidência parlamentar (IL, Chega e
deputado independente) para ter maioria absoluta na Assembleia
Legislativa Regional.