Conselho Económico e Social dos Açores defende revisão do RSI
8 de out. de 2024, 15:04
— Lusa/AO Online
“Estes
diplomas precisavam de ser revisitados. Revisitados pelo legislador,
pela Assembleia da República, pelo Governo da República e pode também o
parlamento regional tomar a iniciativa de propor uma revisão destes
diplomas, para torná-los mais fáceis e funcionais”, justificou Bento Barcelos, durante uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da
Assembleia Regional, reunida em Ponta Delgada.O
representante do CESA foi ouvido pelos deputados a propósito de uma
proposta apresentada no parlamento açoriano pelos deputados do Chega,
que pretendem combater a fraude entre os beneficiários do RSI, do
subsídio de desemprego e do subsídio de doença no arquipélago.Bento Barcelos recusa, no entanto, a ideia de que haja “facilitismo” na atribuição do subsídio.“Podem
ter existido situações pontuais, não conheço em concreto, mas essa
cultura de facilitismo e da subsidiodependência, não é generalizada. Se
aconteceu, é muito pontual”, afirmou.Já
quanto às baixas médicas, o vice-presidente do CESA reconhece que existe
um número elevado de casos na região, mas não quis colocar em causa a
idoneidade dos profissionais de saúde que comprovaram essas situações de
incapacidade temporária para o trabalho.“Não
está aqui em causa, naturalmente, a ética nem a deontologia dos
clínicos, dos médicos, dos profissionais de saúde, mas que se constata
que há um peso, que tem vindo a crescer, de situações de baixa médica,
sim!” reconheceu Bento Barcelos.O
representante do CESA disse também concordar com a proposta apresentada
pelo Chega, segundo a qual os beneficiários do Rendimento Social de
Inserção devem passar a fazer “trabalho comunitário”, enquanto auferirem
o subsídio.“Colocar a possibilidade de
haver um contributo nessas atividades socialmente úteis à comunidade, o
sentido e o princípio da proximidade, acho muito bem a ideia”, admitiu
Bento Barcelos.