Conselho Económico e Social aprova proposta que o coloca na alçada do parlamento açoriano
Hoje 17:53
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o CESA adianta que
esteve reunido em sessão plenária e que aprovou “uma proposta de
alteração do diploma que o enforma”, que tem em vista aumentar a sua
independência, “deslocando-o para dependência funcional da Assembleia
Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA)”.A
medida também visa reforçar o caráter consultivo, separando as funções
políticas das funções consultivas, afirmar a sua institucionalização,
conferindo maior tecnicidade e perenidade ao seu corpo técnico, e
alargar a representatividade da sociedade civil, como forma de fomentar o
diálogo social e a pluralidade. “Para
além do CESA passar a deter apoio da assembleia em matéria de sede e
apoio administrativo e financeiro, de acordo com a proposta aprovada, o
Governo Regional dos Açores (GRA) deixa de ter direito de voto no
plenário do conselho e os representantes dos conselheiros deixam de
poder ser simultaneamente deputados, membros do GRA ou titulares de
altos cargos públicos”, adianta.Segundo a
nota, “pretende-se, assim, que quem solicita parecer (ALRAA e GRA) não
sejam as mesmas pessoas que participam da emissão do parecer do CESA”.O
diploma que constituirá a proposta do CESA “não prevê qualquer aumento
de despesa de funcionamento, nem tão pouco gabinetes equiparados a
membros do Governo, como acontece a nível nacional”.A
proposta, que vai ser enviada ao parlamento açoriano e ao presidente do
Governo Regional, José Manuel Bolieiro, “resulta de vários documentos
de trabalho e contributos dos diversos conselheiros, que têm por
referência diplomas que regem este tipo de conselho a nível nacional e
estrangeiro”.Na nota, refere-se ainda que
esta posição do CESA “reflete apenas aquilo que é a posição
consensualizada do conselho sobre a sua própria organização e
funcionamento e não pretende substituir, nem poderia, o que o legislador
regional pretende dela fazer”.“Trata-se
tão só de um contributo para a discussão pública do assunto, tendo em
conta a dignidade estatutária do órgão e os ‘indirizzos’ de
independência, participação e acompanhamento das políticas públicas que
são decididas pelos órgãos de governo próprio, conforme demanda o
Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores”,
concluiu.