Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos expulsou médico cubano condenado por violação
8 de jan. de 2020, 10:37
— Lusa/AO Online
O
presidente do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos, Carlos
Pereira Alves, disse à Lusa que a decisão de expulsar o médico cubano
foi tomada hoje na habitual reunião mensal daquele órgão da Ordem dos
Médicos. Em janeiro de 2018, o
tribunal de Ponta Delgada tinha condenado aquele médico cubano a seis
anos de prisão pela prática de cinco crimes de violação em 2016,
aproveitando-se da ida das mulheres ao serviço de urgência e da
confiança que as pacientes nele depositavam.
Apesar da condenação do clínico, o tribunal de Ponta Delgada entendeu
na altura que não devia aplicar a proibição do exercício da profissão de
médico, alegando que teria de ser a Ordem dos Médicos a fazê-lo, caso
assim o entendesse.Entretanto, o Conselho
Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos continua ainda a aguardar por
alguns elementos fundamentais para decidir sobre vários processos
pendentes sobre o obstetra Artur Carvalho, que não detetou malformações
graves num bebé, que acabou por nascer sem olhos, sem nariz e sem parte
do crânio no dia 7 de outubro de 2019 no Hospital de São Bernardo, em
Setúbal."Continuamos à espera do parecer
do colégio da especialidade", disse à agência Lusa Carlos Pereira Alves,
que considerou não haver ainda uma demora excessiva na resposta.Carlos
Pereira Alves lembrou, no entanto, que o clínico setubalense já foi
suspenso por um período de seis meses e afirmou-se convicto de que
haverá uma decisão definitiva do Conselho Disciplinar antes de terminar
esse período de suspensão.Questionado
sobre o esforço anunciado pelo presidente da Ordem dos Médicos para
melhorar a capacidade de resposta ao elevado número de queixas, Carlos
Pereira Alves disse que "neste momento o Conselho Disciplinar do Sul já
tem "15 relatores efetivos, quando há poucos meses tinha apenas cinco ou
seis". "Mas agora terá que haver também
um reforço do apoio de secretariado, administrativo e informático,
porque nos últimos três anos têm estado a entrar cerca de 600
reclamações por ano, ou mais, quando há poucos anos recebíamos cerca de
metade", disse.