Conselho de Justiça mantém exclusão de delegado Carlos Marta às eleições da FPF
22 de nov. de 2024, 11:46
— Lusa/AO Online
O acórdão do CJ
da FPF considera improcedente a contestação à exclusão,
em 27 de setembro, de Carlos Marta, que foi eleito delegado na AG da
Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) como representante do
Tondela. Em 04 de outubro, a Comissão
Eleitoral considerou o delegado indicado pelo Tondela inelegível, tendo
sido solicitada à LPFP a sua substituição, seguindo o parecer da
Procuradoria-Geral da República n.º 32/2017, sobre a elegibilidade para
órgãos de federações desportivas sem infrações de natureza criminal,
contraordenacional ou disciplinar em matéria de violência, dopagem,
corrupção, racismo e xenofobia.Presidente
da Câmara Municipal de Tondela entre 2001 e 2013 e adversário de
Fernando Gomes na sua primeira eleição para a FPF, Carlos Marta foi
condenado, em 2019, a quatro anos de prisão, com pena suspensa, pelos
crimes de prevaricação de titular de cargo político e de falsificação de
documentos.Em sentido oposto, o CJ da FPF
aceitou o recurso apresentado pela associação da Guarda, entendendo que
quem tem legitimidade para definir os delegados representantes dos
jogadores amadores eleitos nesta estrutura regional é a sua direção e
não apenas o presidente Amadeu Poço.O
processo de eleição dos delegados à AG da FPF foi desencadeado em 13 de
agosto e deveria ter sido finalizado em 30 de setembro.A
AG da FPF é constituída por 84 delegados, 29 dos quais por inerência:
os 22 presidentes das associações regionais e distritais, assim como os
presidentes da Liga de clubes e das estruturas representativas de
treinadores, árbitros, futebolistas, dirigentes, enfermeiros e
massagistas e médicos.Além destes, a
reunião magna conta ainda com outros 55 delegados: 20 representantes dos
clubes das competições profissionais, oito das competições não
profissionais, sete das distritais, cinco dos jogadores profissionais,
outros cinco dos amadores, cinco dos treinadores e cinco dos árbitros.Fernando
Gomes, que preside à FPF desde 17 de dezembro de 2011, cumpre o seu
terceiro e último mandato, que termina até seis meses depois do ciclo
olímpico de 2024.Nuno Lobo, presidente da
associação de Lisboa, é o único candidato anunciado a suceder a Gomes
nas eleições que devem ocorrer nos primeiros meses de 2025.