Conselho de ilha reivindica mais voos diretos entre o Pico e Lisboa
3 de jul. de 2020, 07:19
— Lusa/AO Online
Estas são algumas das reivindicações que
constam num memorando que o conselho da ilha vai apresentar ao Governo
dos Açores, por ocasião da visita estatutária ao Pico, que se realiza na
sexta-feira e no sábado."Reivindica-se o
aumento do número de voos diretos com o continente, justificando-se a
criação de um voo diário na rota Lisboa/Pico/Lisboa na época alta",
lê-se no documento a que a agência Lusa teve acesso. O
conselho pede ainda ao Governo Regional para dotar a transportadora
aérea SATA, empresa pública regional, de "mais aeronaves e tripulações
que permitam assegurar as ligações dentro das suas datas e horários". Na
área dos transportes, os conselheiros pedem também a "concretização de
uma verdadeira rede de transportes públicos terrestres" entre os três
concelhos da ilha e solicitam informações acerca do estado de ampliação
do aeroporto do Pico. No âmbito das
políticas de saúde, o conselho de ilha reitera a "necessidade do aumento
de consultas de especialidade", como forma de "minimizar a deslocação
de utentes a outras ilhas", sobretudo nas áreas da pediatria e
pré-natalidade. Os picoenses pedem também a
"melhoria das condições" na prestação dos cuidados de saúde, realçando
que aquela ilha não é dotada de hospital. "Pugnar
pela melhoria das condições para a prestação de cuidados de saúde,
nomeadamente mais recursos humanos e equipamentos, em especial nas ilhas
sem hospital que devem merecer maior prioridade relativamente a ilhas
com hospital", lê-se no documento.O
memorando pede a "harmonização e interligação administrativa" entre os
serviços de unidade saúde do Pico e o Hospital da Horta, no Faial, para
simplificar a "deslocação de doentes". Também
são solicitadas informações acerca dos trabalhos de beneficiação nos
edifícios do centro de saúde das Lajes e de São Roque do Pico, bem como
sobre o "estado de construção da nova fábrica da Cofaco".Em
maio de 2018, a conserveira Cofaco, dona do atum Bom Petisco, encerrou a
fábrica da ilha do Pico, despedindo 162 trabalhadores, com o
compromisso de abrir uma nova unidade fabril até janeiro de 2020, com
capacidade inicial para 100 trabalhadores e a possibilidade de aumentar o
efetivo até 250.O memorando destaca a
"necessidade de obras de defesa" na orla costeira das Lajes do Pico e a
"reparação do molhe de proteção que se apresenta muito danificado". Governo
dos Açores inicia esta sexta-feira uma visita estatutária de dois dias à
ilha do Pico, onde irá reunir-se com o conselho de ilha e visitar zonas
afetadas pela passagem do furacão Lorenzo. Na
agenda da viagem, o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro,
irá presidir à apresentação de um projeto para a reparação do molho do
porto das Lajes do Pico, danificado pelo furacão Lorenzo, no início de
outubro de 2019.Durante a visita
estatutária, Vasco Cordeiro também irá inaugurar a ampliação do quartel
dos bombeiros das Lajes do Pico, bem como dois reservatórios de
abastecimento de água destinado aos agricultores da ilha.