Conselho de Ilha do Corvo defende construção de novo quartel dos bombeiros
20 de jul. de 2026, 12:44
— Lusa/AO Online
No memorando do Conselho de
Ilha enviado ao executivo, a que agência Lusa teve acesso, os
conselheiros também pedem um “ponto de situação” da empreitada de
ampliação e remodelação da aerogare e construção do edifício para o
Serviço de Salvamento e Luta Contra Incêndios do Aeródromo.No
documento reivindicativo que vai ser discutido na quarta-feira, na
reunião do Conselho de Ilha com o executivo, que irá decorrer durante a
visita estatutária ao Corvo que começa na terça-feira, é também
defendida a aquisição de um novo autotanque para os bombeiros e pedida a
implementação de um sistema de localização, “equiparado aos utilizados
na montanha do Pico, tendo em conta as especificidades da ilha, a
ausência de rede [de telecomunicações móveis] na cratera e as condições
atmosféricas que, muitas vezes, dificultam as operações de resgate por
parte do corpo de Bombeiros Voluntários”.Os
conselheiros também pedem a gestão e ordenamento do cais do porto da
Casa, devido à afluência turística, e questionam sobre a empreitada de
estabilização da falésia adjacente à vila.À
Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social pedem a majoração do
financiamento dos Contratos de Cooperação - Valor Cliente e a inclusão
da ampliação do Lar da Santa Casa da Misericórdia nos investimentos
prioritários para a ilha, “assegurando o respetivo financiamento, por
forma a responder à atual carência de vagas e às necessidades futuras da
população idosa”.Também solicitam à
Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto a substituição da
cobertura do polidesportivo, enquanto a tutela da Agricultura e
Alimentação é questionada sobre a intervenção que visa controlar o
elevado número de cabras e ovelhas selvagens existentes na ilha.Segundo
o memorando, à Secretaria Regional do Mar e das Pescas, entre outros
assuntos, o órgão presidido por Gregory Domingos, solicita que faça o
ponto de situação da instalação de uma segunda máquina de gelo na
Lotaçor.No documento, também defendem a
dragagem do rolo e a colocação de um pontão flutuante para acostagem de
barcos turísticos e o cumprimento dos prazos de pagamentos dos apoios
destinados à Associação de Pescadores da Ilha do Corvo.Nas
acessibilidades aéreas, os conselheiros sugerem que a Secretaria
Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas acautele, nas
obrigações de serviço público, as ligações entre as ilhas do Corvo e de
São Miguel e vice-versa, “atendendo às necessidades da população em
viajar e à circunstância de, não sendo dada prioridade aos corvinos, os
únicos voos disponíveis ficam maioritariamente lotados com passageiros
com outras possíveis voos de ligação, deixando-os em lista de espera”.Por
outro lado, tendo em conta que as aeronaves Dash-200 (as únicas que
operam na ilha) se encontram em fim de ciclo de vida, o Conselho de Ilha
“questiona de que forma o Governo Regional pretende resolver a
questão”.Já à Secretaria Regional da
Juventude, Habitação e Emprego colocam assuntos relacionados com a
aquisição e recuperação de prédios urbanos para resolução da carência de
habitação, a recuperação de prédios na zona urbana antiga da vila e a
criação de apoios para a legalização de prédios, “com vista à
regularização registal e fiscal do património edificado”Por
fim, à Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, os
conselheiros pedem que faça diligências junto do Governo da República,
para “reforço de recursos humanos afetos ao Registo Civil da Ilha do
Corvo, de modo a assegurar o adequado funcionamento e a resposta às
necessidades da população”.A visita
estatutária do executivo açoriano à mais pequena ilha do arquipélago,
que contabilizava 434 residentes em 2025, segundo dados de junho do
Serviço Regional de Estatística, vai decorrer entre terça e
quarta-feira.O Conselho de Ilha é um órgão
consultivo do Governo Regional dos Açores composto pelos presidentes
das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos
de cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de
freguesia, um representante do Governo Regional (sem direito a voto) e
vários membros das organizações sociais, ambientais, culturais e
empresariais da ilha.