Conselho de Ilha de São Jorge diz que SATA está a prejudicar as pessoas e a economia
7 de jun. de 2019, 17:47
— Lusa/AO Online
A
presidente daquele órgão, Maria Teixeira, que promoveu hoje uma
conferência de imprensa, acompanhada pelos presidentes das câmaras
municipais da ilha, Velas e Calheta, considerou que, “sem um sistema de
transportes eficiente, eficaz e articulado, o que se promove é um
atrofio sério ao desenvolvimento”, segundo uma nota de imprensa hoje
divulgada.“O que tem vindo a acontecer na
ilha de São Jorge é paradigmático desta deficiente rede de transportes.
Nos transportes marítimos são várias as vicissitudes e os incidentes que
têm sucedido”, declarou a responsável.Considerando
que o “gravíssimo problema que se tem vindo a registar está na falta de
capacidade de resposta adequada às necessidades da ilha" por parte da
SATA Air Açores”, a dirigente refere que o problema dos transportes tem
também repercussões demográficas, com a ilha a perder população.Maria
Teixeira declarou que, além das “longas listas de espera na saúde, os
habitantes da ilha “esperam meses a fio por uma consulta, um exame ou
uma chamada para cirurgia noutra ilha” e, quando “finalmente são
chamados, não têm resposta adequada por parte dos transportes aéreos”.“São
dezenas os casos de doentes deslocados, muitas vezes para uma simples
consulta de especialidade, que foram obrigados a ficar fora da sua ilha
vários dias seguidos porque a SATA não tinha lugares disponíveis nos
voos de regresso a São Jorge”, frisou.Segundo
a líder do Conselho de Ilha, os jovens que vão estudar para o exterior
“são sujeitos a dificuldades acrescidas para chegarem à sua universidade
por falta de lugares disponíveis” e “perdem dias de férias porque a
SATA não assegura resposta adequada”.A
dirigente aponta ainda as dificuldades “muitas vezes sentidas por
empresários, que precisam de vender ou adquirir mercadorias”, de "sair
da ilha para realizar um qualquer negócio”, receber um vendedor ou
cliente e que “não têm capacidade de resposta dos transportes aéreos”. O
Conselho de Ilha defende ser “imperioso, de uma vez por todas, que o
Governo Regional, em articulação com as administrações públicas que
nomeou para as empresas que tutela, olhem para a realidade que os rodeia
e encontrem soluções condignas” a quem vive na ilha e a visita.