Conselho de Ilha das Flores preocupado com obras nos portos
12 de nov. de 2021, 18:22
— Lusa/AO Online
“As nossas preocupações têm a ver com as obras
no porto comercial das Flores, na vila das Lajes. Queremos que fique
clarificado se, com a construção da ponte-cais, vai ou não vai ser
construída a rampa ‘rol-on rol-off’”, afirmou José António Corvelo à
agência Lusa.O Governo dos Açores (PSD,
CDS-PP, PPM) vai iniciar no domingo uma visita estatutária à ilha das
Flores, onde se vai reunir com o Conselho de Ilha, entre outras
iniciativas.O porto das Lajes das Flores,
principal infraestrutura para o abastecimento da ilha, está a ser
reconstruído após ter sido destruído pela passagem do furacão Lorenzo em
outubro de 2019.O presidente do organismo
realçou que aquela rampa (projetada para cargas e descargas rápidas) é
“fundamental” para as viagens de passageiros.A
02 de outubro, o secretário dos Transportes do Governo dos Açores, Mota
Borges, disse à Lusa que a ponte-cais do porto das Lajes das Flores vai
ficar concluída “até finais de novembro”, dois anos após a passagem do
furacão.José António Corvelo afirmou que o
Conselho de Ilha das Flores está “preocupado” com o concurso de
transporte marítimo de passageiros e de viaturas, que não incluiu aquela
ilha do grupo Ocidental dos Açores.“Também
nos preocupa o concurso público do transporte marítimo de passageiros e
viaturas que não contemplou as Flores. A ilha ficou de fora dessa rota.
Um concurso público que é de três anos”, acrescentou.O
responsável disse ainda querer saber o “ponto de situação” do porto das
Poças, em Santa Cruz, também afetado pela passagem do Lorenzo.“Queremos
saber no porto das Poças, em Santa Cruz, quando é que arranca a segunda
fase. É uma obra estruturante para a ilha”, assinalou.José
António Corvelo também elencou “preocupações” relativas à perda da
população da ilha, que provoca “muita falta de mão-de-obra”, e às
dificuldades nos cuidados de saúde, reivindicando “melhores
acessibilidades” para as “consultas de especialidade fora da ilha”.Corvelo realçou ainda que o Conselho de Ilha só teve conhecimento da visita do Governo Regional “há dois dias”.“Fomos
contactados no dia 10 de novembro, há dois dias apenas, a informar que o
Governo vinha às Flores de 14 a 16. Ou seja, por este calendário, se
não nos tivéssemos precavido, dificilmente teríamos tido oportunidade de
reunir”, afirmou, acrescentando que as reivindicações foram elaboradas
na reunião ordinária de outubro.