Conselho de Ilha das Flores manifesta“veemente protesto” pelo encerramento de lojas SATA
3 de ago. de 2024, 12:12
— Lusa/AO Online
Numa nota enviada à Administração
da SATA, com conhecimento à presidência do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) e à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos
Açores (ALRAA), a que hoje a agência Lusa teve acesso, o presidente do
Conselho de Ilha das Flores, José António Curvelo, deixa o seu “veemente
protesto” pela decisão.“Mesmo sabendo que
este nosso protesto não irá demover a pretensão do atual Conselho de
Administração que tem o parecer favorável do seu principal acionista,
queremos, assim, deixar claro que este é mais um erro da nossa companhia
aérea a somar a outros tomados em anteriores administrações que levaram
a companhia à situação em que se encontra presentemente”, afirma o
responsável.Segundo o presidente do
Conselho de Ilha das Flores, a região precisa da SATA e da sua
proximidade “que começava logo nas suas lojas, como de pão para a boca”.A SATA anunciou que iria reorganizar o modelo de
atendimento, concentrando os serviços de venda de bilhetes, reservas e
informações nos balcões do aeroporto e atendimento telefónico, em vez
das lojas."A partir do próximo dia 01 de
agosto, as companhias aéreas do grupo SATA, SATA Air Açores e Azores
Airlines, concentrarão os seus serviços de atendimento aos clientes nos
Açores (venda de bilhetes, alterações de reservas e informações gerais)
nos balcões de aeroporto e através do Contact Center (serviço de
atendimento telefónico)", informou a empresa.A
SATA justificou que a reorganização está inserida "num plano mais
abrangente e compreensivo que tem como objetivo assegurar a
sustentabilidade da empresa a médio e longo prazo".No
documento do Conselho de Ilha das Flores, o seu presidente alega que
“disponibilizar esse serviço no RIAC, vai criar outro problema em breve,
porque estas lojas irão ficar sobrecarregadas com mais este serviço a
somar a tantos outros”.Por outro lado,
José António Curvelo observa que “o serviço de ‘call center’ não é
rápido, dando por vezes muita ‘música’ e pouca rapidez no atendimento,
pese embora depois os profissionais que nos atendem darem o seu melhor”.“Temos
uma população envelhecida que precisa muitas vezes de ajuda presencial
para acertar determinadas situações, como é o caso de viagens, muitas
delas por razões de saúde”, alerta.Na
opinião do responsável, “há ainda a agravar o problema, a falta de
condições no aeródromo das Flores, que se encontra a ‘rebentar pelas
costuras’, começando logo pelo seu parque de estacionamento, cujos
problemas já foram sinalizados por diversas vezes à tutela, por ocasião
das visitas estatutárias”.