Conselho de Ilha da Graciosa dá parecer desfavorável ao Plano dos Açores para 2026

21 de out. de 2025, 11:36 — Lusa/AO Online

“Continuamos com uma anteproposta de plano muito parecida à do ano passado, sem grandes alterações, mantendo-se em falta a reabilitação viária da ilha Graciosa e a construção da gare marítima”, disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, Ricardo Areia.Segundo o responsável, aquele órgão analisou os documentos e deu parecer negativo, por maioria, com cinco votos contra e seis abstenções.Os conselheiros da ilha Graciosa também tiveram em conta que nas propostas do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) para a saúde “mantêm-se os constrangimentos” e, na educação, a Escola Básica e Secundária “continua sem manutenção e cada vez mais degradada”.A proteção da orla costeira do Carapacho “continua sem a merecida atenção”, acrescentou, embora aquele órgão tenha evidenciado, pela positiva, o facto de as Termas do Carapacho terem reaberto este ano, em finais de julho, correspondendo a uma antiga aspiração dos habitantes da ilha. “Continuamos descontentes [com o Plano e Orçamento para 2026] e esperava-se mais do executivo. Na proposta estão previstos investimentos que estão a decorrer na Graciosa, relativamente a Lares de Idosos e na habitação, mas é pouco”, rematou Ricardo Areia.Ainda de acordo com o presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, os conselheiros fizeram uma ressalva, que não está na anteproposta, relativamente ao recente incêndio que atingiu o Centro de Processamento de Resíduos.“[Entendemos] que o Governo [Regional] tem que olhar para isto, porque não podemos estar sem Centro de Compostagem”, concluiu.A anteproposta de Plano dos Açores para 2026 atinge os 990,9 milhões de euros, mais 172 milhões face a 2025, prevendo-se um crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e um endividamento até 150 milhões de euros.As previsões macroeconómicas do Governo Regional preveem um crescimento de 2% e de 1,7% do PIB da região em 2026 e 2027, respetivamente, além de uma taxa de inflação nos “limites da razoabilidade” de 2,1% no próximo ano.O Plano e Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.