Conselho de Governo dos Açores aprecia versão final do programa funcional do hospital de Ponta Delgada
Hoje 15:28
— Lusa
Esta
apreciação ocorreu “na sequência das orientações dadas pelo Governo
Regional e do trabalho da comissão de análise que procedeu à discussão e
ponderação daquele documento e da auscultação de todos os diretores dos
serviços clínicos e não clínicos do HDES”, lê-se no comunicado do
Conselho de Governo, apresentado hoje na Horta pelo chefe do executivo
açoriano (PSD/CDS/PPM), José Manuel Bolieiro.O
Governo Regional dos Açores adjudicou o programa funcional em março,
prevendo que ficasse concluído até ao final do primeiro semestre deste
ano.Na altura, a secretária regional da
Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, disse à Lusa que a empresa
Antares Consulting iria reformular a primeira versão do plano funcional,
depois de a administração do hospital, a comissão de análise e o
Governo Regional se terem pronunciado sobre o documento.No
final de abril, a titular da pasta da Saúde revelou já ter recebido o
programa funcional reformulado, prevendo que fosse discutido em Conselho
de Governo no mês de maio.A apreciação do
documento foi concluída esta quarta-feira, numa reunião do Conselho de
Governo que decorreu na cidade da Horta, na ilha do Faial, onde está a
decorrer o plenário de julho do parlamento açoriano.O
Conselho de Governo “autorizou o conselho de administração do HDES a
desencadear os procedimentos necessários à divulgação pública do
programa funcional e promover todas as etapas subsequentes no âmbito do
processo de reparação, reorganização e redimensionamento” do hospital.No
final de abril, a secretária regional da Saúde adiantou que, antes de
arrancarem as obras no maior hospital dos Açores, seria ainda necessário
criar o programa preliminar e o projeto de execução.Todas
as etapas deste procedimento terão de ser novamente validadas pelo
Conselho de Governo, que determinou que o conselho de administração fica
“obrigado a prestar ao executivo as informações para a necessária
validação”.O Conselho do Governo
determinou ainda que “a empresa de consultoria Antares proceda,
previamente, à apresentação do programa funcional aos partidos com
assento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aos
municípios e à mesa do Conselho de Ilha de São Miguel”.Em
comunicado, o executivo açoriano revelou que o programa funcional prevê
um aumento da capacidade de internamento "de 437 para 500 camas, com
possibilidade de expansão futura até 641 camas".Está
igualmente prevista "a ampliação do bloco operatório para 10 salas de
cirurgia programada, o reforço do bloco de partos de uma para duas
salas" e "o aumento da capacidade da consulta externa de 60 para 139
gabinetes".O programa funcional propõe
ainda "o reforço dos hospitais de dia, com destaque para a hemodiálise,
que passará de 23 para 35 monitores, para a oncologia, que aumentará de
12 para 16 postos, e para o hospital de dia polivalente e de
especialidades, que crescerá de 51 para 56 postos".Segundo
informação avançada pelo executivo à Lusa, o documento prevê a
“requalificação do edifício existente e a construção de novos
edifícios”, com a ampliação de espaços para cumprir com as áreas e
circuitos recomendados, por exemplo, na urgência e na unidade de
ambulatório, e a criação de novos espaços, como uma unidade de cuidados
intensivos pediátrica, uma sala híbrida no bloco operatório e uma
unidade de cirurgia de ambulatório.Inclui
ainda o aumento de espaços críticos, como a urgência, a unidade de
cuidados intensivos e a medicina hiperbárica, e a instalação de um
equipamento PET (Tomografia por Emissão de Positrões), para realizar um
exame que nos últimos três anos obrigou à deslocação de 1.132 doentes. O
desenvolvimento do programa funcional resultou de "um processo
participativo multidisciplinar, num total de 50 reuniões com mais de 75
intervenientes”.Em 04 de maio de 2024, o
maior hospital dos Açores foi afetado por um incêndio, que obrigou à
transferência de todos os doentes para outras unidades de saúde da
região, da Madeira e do continente, tendo sido construído um hospital
modular junto ao edifício do HDES para assegurar a resposta dos cuidados
de saúde.