Conselho de Estado reúne-se hoje sobre situação na Ucrânia após Cimeira da NATO
15 de jul. de 2024, 10:36
— Lusa/AO Online
Esta
será a 35.ª reunião do órgão de consulta presidencial durante os
mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, e a primeira com os novos
conselheiros de Estado eleitos pela Assembleia da República para esta
legislatura, entre os quais Carlos Moedas, indicado pelo PSD, Pedro Nuno
Santos, pelo PS, e André Ventura, pelo Chega.Segundo
uma nota divulgada a 20 de junho, o chefe de Estado convocou esta
reunião "para analisar a situação na Ucrânia, no contexto da Cimeira
para a Paz na Suíça, da Cimeira da NATO em Washington e da reunião da
Comunidade Política Europeia no Reino Unido".O Presidente da República participou na conferência sobre a paz na Ucrânia realizada na Suíça a meio de junho.A
Cimeira da NATO em Washington, centrada no apoio à Ucrânia, decorreu
entre terça e quinta-feira, com a participação do primeiro-ministro,
Luís Montenegro.À chegada à cimeira, o
primeiro-ministro português disse aos jornalistas que Portugal
apresentou formalmente um plano para aumentar o investimento em defesa
dos atuais cerca de quatro mil milhões para seis mil milhões de euros em
2029, de forma a cumprir a meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB)
acordada com a NATO.Quanto ao apoio à Ucrânia, segundo Luís Montenegro, será superior a 220 milhões de euros neste ano, e no mesmo montante em 2025.O quarto encontro da Comunidade Política Europeia ocorrerá a 18 de julho no Reino Unido.Uma
semana antes desta reunião do Conselho de Estado, o Presidente da
República e comandante supremo das Forças Armadas reuniu o Conselho
Superior de Defesa Nacional, que fez "um ponto de situação referente ao
apoio prestado por Portugal à Ucrânia".Segundo
a nota informativa divulgada pela Presidência da República, o Conselho
Superior de Defesa Nacional também debateu, no plano interno, o Estatuto
do Antigo Combatente e ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas,
tendo defendido "a importância da atratividade e da valorização presente
e futura da condição militar bem como o reconhecimento do seu
contributo no passado".A última reunião do
Conselho de Estado realizou-se em 27 de março, sobre a situação
política na Madeira, ainda com a participação dos conselheiros de Estado
eleitos pelo parlamento na anterior legislatura.A 19 de julho, a Assembleia da República elegeu os respetivos cinco
membros do Conselho de Estado para a presente legislatura, numa lista
conjunta de PSD, PS e Chega, em função da sua representação parlamentar.Foram
eleitos conselheiros de Estado, indicados pelo PSD, Francisco Pinto
Balsemão e Carlos Moedas, por indicação do PS, Pedro Nuno Santos e
Carlos César, e pelo Chega André Ventura.Pinto
Balsemão e Carlos César tinham já assento no Conselho de Estado na
anterior legislatura, eleitos pelo parlamento. Deixaram de ser
conselheiros Manuel Alegre, Sampaio da Nóvoa e Miguel Cadilhe.Presidido
pelo chefe de Estado, este órgão político de consulta tem como membros
por inerência os titulares dos cargos de presidente da Assembleia da
República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional,
provedor de Justiça, presidentes dos governos regionais e antigos
presidentes da República.Nos termos da
Constituição, integra ainda cinco cidadãos designados pelo chefe de
Estado e cinco eleitos pela Assembleia da República.