Conselho de Estado espera empenho de todos para "a mais completa execução" de fundos
29 de mar. de 2023, 17:27
— Lusa/AO Online
Esta informação consta de um
comunicado divulgado pela Presidência da República no fim da reunião,
que durou cerca de três horas e meia.O
Conselho de Estado reuniu-se para analisar os fundos europeus em
Portugal, com a participação da comissária europeia Elisa Ferreira, que
tem como a pasta da Coesão e Reformas, como convidada.À
saída do Palácio da Cidadela de Cascais, distrito de Lisboa, o
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não quis comentar o
conteúdo das intervenções nesta reunião, mas considerou que "correu
muito bem"."Em boa hora convidámos a
senhora comissária, que nos falou da Europa e dos fundos a nível
europeu. Foi muito bom", acrescentou o chefe de Estado.Marcelo
Rebelo de Sousa referiu que na sexta-feira vai ver no terreno com o
primeiro-ministro, António Costa, "algumas das obras dos fundos" do
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).Segundo
o comunicado divulgado, nesta reunião do Conselho de Estado
"reconhecida a importância dos fundos europeus no desenvolvimento da
economia europeia e portuguesa, que ocorre num contexto único e
irrepetível".Considerou-se por isso
"imprescindível que todos os intervenientes – Estado, setor social,
empresas, sociedade civil, cidadãos – se empenhem para que a mais
completa execução dos montantes atribuídos se concretize, a pensar em
todos os portugueses", lê-se no texto.A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, responsável pela coordenação do PRR, também esteve presente no encontro.Na
atual conjuntura económica, o Presidente da República tem reafirmado a
mensagem de que o Governo não pode desaproveitar os fundos europeus, com
destaque para os do PRR e elegeu 2023 como "ano decisivo", tendo em
conta o ciclo de eleições nos anos seguintes até 2026: europeias,
autárquicas, presidenciais e legislativas.A
reunião de hoje teve cinco ausências, do ex-chefe de Estado Aníbal
Cavaco Silva, do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel
Albuquerque, do presidente do Tribunal Constitucional, João Caupers, e
dos conselheiros António Damásio e Carlos César.Esta
foi a 28.ª reunião do Conselho de Estado presidida por Marcelo Rebelo
de Sousa desde que assumiu as funções de Presidente da República, em
março de 2016.A anterior realizou-se há
três meses e meio, em 13 de dezembro, e foi dedicada ao processo de
alargamento e às reformas financeira e económica da União Europeia.Como Presidente
da República, Marcelo Rebelo de Sousa inovou ao convidar personalidades
nacionais e estrangeiras para as reuniões do seu órgão político de
consulta e tornou-as mais frequentes.Presidido
pelo Presidente da República, o Conselho de Estado tem como membros por
inerência os titulares dos cargos de presidente da Assembleia da
República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional,
provedor de Justiça, presidentes dos governos regionais e antigos
presidentes da República.Integra
ainda, Nos termos da Constituição, cinco cidadãos designados pelo chefe
de Estado, pelo período correspondente à duração do seu mandato, e cinco
eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da
representação proporcional, pelo período correspondente à duração da
legislatura.No início do seu segundo
mandato, em março de 2021, Marcelo Rebelo de Sousa nomeou a escritora
Lídia Jorge como conselheira de Estado e renomeou quatro conselheiros: o
antigo dirigente do CDS-PP António Lobo Xavier, o antigo presidente do
PSD Luís Marques Mendes, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor
Beleza, e o neurocientista António Damásio.Por
sua vez, na sequência das eleições legislativas de janeiro de 2022, a
Assembleia da República elegeu para o Conselho de Estado Carlos César,
Manuel Alegre e António Sampaio da Nóvoa, indicados pelo PS, Francisco
Pinto Balsemão e Miguel Cadilhe, designados pelo PSD.