Conselho de Administração do Hospital de São João apresenta demissão
20 de dez. de 2021, 17:19
— Lusa/AO Online
"O
Conselho de Administração do CHUSJ apresentou à senhora ministra da
Saúde o pedido de demissão. O Conselho de Administração do
CHUSJ permanecerá em funções até à decisão da senhora ministra da
saúde", afirmou Fernando Araújo, em declarações aos jornalistas.O
gabinete de comunicação do Ministério da Saúde referiu que Marta Temido
deslocou-se ao início desta tarde ao Centro Hospitalar Universitário de
São João (CHUSJ), na sequência do incêndio que deflagrou no domingo no
serviço de pneumologia. "A ministra da
Saúde lamenta profundamente a morte registada e endereça sentidas
condolências aos familiares das vítimas e deseja uma rápida recuperação a
todos os feridos", refere.A
Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já revelou que instaurou
um inquérito para apurar as responsabilidades no incêndio ocorrido no
domingo no Hospital São João, que causou um morto e quatro feridos
graves.A IGAS adianta em comunicado que o
processo de inquérito ao Centro Hospitalar Universitário de São João vai
ser conduzido por dois inspetores do Núcleo Regional do Norte.Fonte
da Polícia Judiciaria (PJ) disse à Lusa estar a ser investigado o
incêndio que deflagrou, no domingo, no Hospital de São João, causando um
morto e quatro feridos graves.Segundo a
mesma fonte, “a PJ foi chamada a investigar as circunstâncias” do
incêndio que, pelas 17h40 de domingo, atingiu o piso 9 do Hospital de
São João, onde está o serviço de Pneumologia, e que obrigou à retirada
de doentes.Vários órgãos de comunicação
social noticiam hoje que o incêndio foi provocado por um doente que
acendeu um cigarro no quarto, quando se encontrava a receber oxigénio.Em
comunicado divulgado no domingo, o CHUSJ diz que o incêndio, “de
elevada complexidade”, foi dado como extinto às 19h00, dando conta da
existência de “uma vítima mortal a lamentar, [de] quatro feridos graves”
e de “cinco profissionais afetados”, que receberam assistência no
serviço de urgência.“As causas do incêndio
estão a ser apuradas e será aberto um processo de averiguações
interno”, refere o CHUSJ, acrescentando que “o plano de incêndio do
hospital e o plano de emergência interno foram prontamente ativados,
possibilitando a deslocação dos doentes e dos profissionais, bem como o
combate ao incêndio pelas equipas internas e pelas corporações de
bombeiros”.O CHUSJ sublinha ainda que o
hospital está a “prestar informação e apoio psicológico às famílias das
vítimas e aos profissionais”, tendo apresentado “os mais sentidos
pêsames à família da vítima mortal”.Uma
nota publicada na noite de domingo na página oficial da Presidência da
República refere que Marcelo Rebelo de Soua contactou o presidente do
conselho de administração do Hospital de São João, na sequência do
incêndio, exprimindo solidariedade com todos os envolvidos.“O
Presidente da República falou esta noite com o Prof. Doutor Fernando
Araújo, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João,
para se inteirar do incêndio desta tarde, que causou quatro vítimas,
uma das quais entretanto falecida, e exprimir solidariedade com todos os
afetados e respetivas famílias, mas também com os profissionais daquela
unidade de saúde”, lê-se no comunicado.