Conselheiro da ONU para os refugiados pede diálogo nos conflitos atuais
22 de abr. de 2022, 16:45
— Lusa/AO Online
“A
diplomacia e o diálogo são as únicas garantias de paz para que as
pessoas possam regressar a casa”, afirmou Athar Sultan-Khan, numa
intervenção presencial no encontro II Mafra Dialogues, que contou com a
tradução simultânea de inglês para português na transmissão ‘online’.O
conselheiro do ACNUR alertou que “há falta de confiança na forma de [as
partes] iniciarem o diálogo”, apelando por isso à necessidade de se
entender as “diferenças” entre povos e nações e de se “evitar pontos de
fricção”.Para tal, considerou que é necessário entender as “diferenças” entre povos e nações, dando o exemplo das culturais e históricas.Por
outro lado, disse que é importante “trabalhar no campo e não por detrás
de muros ou de arame farpado”, privilegiando o diálogo “cara a cara” em
detrimento da diplomacia cibernética.O responsável defendeu ainda que a “ONU deveria criar uma força para ser usada em casos extremos”.A
Rússia não tem ainda uma resposta ao pedido do secretário-geral da ONU,
António Guterres, para se reunir em Moscovo com as autoridades do país
sobre a situação na Ucrânia, informou hoje a Presidência russa.Na
terça-feira, Guterres enviou cartas aos Presidentes da Rússia, Vladimir
Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pedindo-lhes para ser recebido
em visitas a Moscovo e a Kiev.Nas
cartas, o secretário-geral da ONU lembra que tanto a Rússia como a
Ucrânia são membros fundadores da ONU e que "sempre deram um apoio
sólido à organização", avisando que vivemos "em tempos de grande
perigo".Guterres diz ainda que gostaria de discutir "medidas urgentes para trazer a paz à Ucrânia".Esta
semana, o secretário-geral da ONU propôs à Rússia e à Ucrânia que
declarassem uma "trégua de Páscoa" de quatro dias (referindo-se à Páscoa
ortodoxa).A
Ucrânia apoiou a iniciativa de declarar uma "pausa humanitária" e assim
ajudar a retirar civis das áreas mais afetadas pelos combates.Contudo,
as milícias pró-Rússia na região do Donbass (leste ucraniano) duvidam
da eficácia da medida e acusaram Kiev de quebrar tréguas anteriores,
durante os oito anos de conflito na região.