Congresso dos EUA evita paralisação orçamental antes das eleições
26 de set. de 2024, 10:38
— Lusa/AO Online
A Câmara dos Representantes
(câmara baixa), e depois o Senado (câmara alta), aprovaram o acordo que mantém o Governo operacional nos níveis de
despesa atuais até 20 de dezembro.Os
congressistas tinham até 30 de setembro para chegar a acordo sobre os
diferentes orçamentos para o ano fiscal de 2025, que começa a 01 de
outubro. Além disso, as agências federais
teriam ficado sem financiamento, apenas cinco semanas antes das eleições
de 05 de novembro, muito renhidas entre a democrata Kamala Harris e o
republicano Donald Trump.“Os americanos
podem respirar de alívio, porque ambos os lados escolheram” trabalhar em
conjunto, sublinhou Chuck Schumer, líder do Senado controlado pelos
democratas, em comunicado.“Evitaremos que os serviços governamentais vitais sejam interrompidos desnecessariamente”, acrescentou.O
texto tinha sido bloqueado na Câmara dos Representantes, onde a ala
dura dos republicanos exigia há semanas que qualquer orçamento fosse
ligado a outro texto legislativo, o "Save Act", que foi acrescentado sob
pressão de Donald Trump.Este projeto
exigiria que os eleitores comprovassem a sua cidadania americana ao
registarem-se para votar nas eleições federais. O ex-presidente e
candidato republicado continua a alegar, sem provas, que foi vítima de
fraude eleitoral em 2020.Mas o plano foi
abandonado porque não teve apoio suficiente dos republicanos - muitos
dos quais se opõem, por princípio, a propostas de financiamento
temporário - e não pôde contar com os votos dos democratas.A
administração liderada pelo Presidente democrata Joe Biden, preocupada
que este texto dissuadisse certos eleitores de votar, opôs-se,
salientando que o voto de não cidadãos já é ilegal.A
possível paralisação federal, conhecida como ‘shutdown’ no jargão
político norte-americano, preocupou também congressistas republicanos,
uma vez que também procuram ser reeleitos em 05 de novembro.O
texto adotado na quarta-feira inclui mais de 230 milhões de dólares
para o Serviço Secreto aumentar a proteção em torno de Donald Trump –
que enfrentou duas tentativas de assassinato – e de outros candidatos em
campanha.Esta é a última legislação do Congresso antes da eleição.