Confiança dos consumidores cai em abril para mínimos de 2023 e clima económico sobe
Hoje 10:21
— Lusa/AO Online
De
acordo com os inquéritos de conjuntura divulgados hoje pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores
"diminuiu nos últimos três meses, de forma significativa em março,
registando em abril o valor mais baixo desde novembro 2023".Tal
ficou a dever-se sobretudo aos contributos negativos das opiniões sobre
a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e das
perspetivas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado
familiar e da situação económica do país.Em
sentido contrário, as expectativas sobre a evolução futura da
realização de compras importantes por parte das famílias registaram um
contributo positivo, referiu o instituto.Segundo
estes inquéritos, as opiniões sobre a evolução passada da situação
financeira do agregado familiar e da situação económica do país
diminuíram nos últimos três meses e de forma significativa em abril,
quando registaram a maior diminuição desde abril e maio de 2020,
respetivamente.O INE analisou ainda o
saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços, que aumentou
de forma significativa em abril, registando “o maior aumento desde maio
de 2008”.Já o saldo das expectativas sobre
a evolução futura dos preços diminuiu, depois dos aumentos registados
nos três meses anteriores, de forma expressiva em março, quando registou
o segundo maior aumento da série, atingindo o valor mais elevado desde
março de 2022.Já o indicador de clima económico, baseado em inquéritos às empresas, aumentou em abril, após ter diminuído no mês anterior.A confiança aumentou no comércio e na construção e obras públicas, mas diminuiu nos serviços e na indústria transformadora.Na
indústria transformadora, o indicador diminuiu em abril, refletindo o
contributo negativo das apreciações relativas aos ‘stocks’ de produtos
acabados e, de forma expressiva, das perspetivas de produção, registando
o valor mais baixo desde outubro de 2023.Já
as expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de
venda aumentaram em todos os setores, atingindo na construção o valor
mais elevado deste novembro de 2022.Para
2027, a maioria das empresas na indústria transformadora (65,8%) e nos
serviços (69,7%) preveem uma estabilização no investimento face a 2026.