Conferência “Promover a Reabilitação e Emprego nos Açores”
9 de set. de 2025, 09:56
— Rui Jorge Cabral
Vai acontecer na sexta-feira, dia 26 de setembro, no Hotel Marina
Atlântico, em Ponta Delgada, o primeiro evento organizado pelo projeto
Nova Esperança. Trata-se da conferência subordinada ao tema
“Promover a Reabilitação e Emprego nos Açores”, que decorrerá entre as
nove e as 12 horas, realizada com apoio do Grupo Bensaude e em parceria
com a Associação para Inclusão Social - Novo Dia. Estão previstas
intervenções de Marica Ferri, chefe da secção Saúde e Respostas Sociais
da European Union Drugs Agency (EUDA), bem como de João Goulão,
presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as
Dependências (ICAD).Está também prevista a participação do diretor
regional da Prevenção e Combate às Dependências do Governo Regional dos
Açores, Pedro Fins. Hélder Fernandes, da Associação Novo Dia, bem como
Luís Pacheco e Cristina Valente, ambos em nome do projeto Nova
Esperança, também irão intervir na conferência, que contará ainda com João Luís Cogumbreiro, gerente do Hotel Marina Atlântico.“O governo
não chega a tudo, o governo também precisa de ajuda e é o que nós
pretendemos fazer através deste projeto e especificamente através desta
conferência, é alertar as pessoas que existe uma outra maneira de nós
coordenarmos os nossos esforços como sociedade civil e, obviamente, aqui
as empresas regionais têm um papel muito importante a desenvolver na
resolução deste problema” afirma em declarações ao AçorianoOriental
Érico Matias Tavares, um dos mentores do projeto Nova Esperança -
Acolher/Empregar/Acompanhar, juntamente com a psicóloga Cristina
Valente, a enfermeira Renata Silva e Luís Pacheco, um técnico que lida
diariamente com o drama das famílias afetadas pela toxicodependência. Érico
Matias Tavares considera importante dar a conhecer às empresas alguns
casos de estudo no mundo, onde a mesma abordagem foi aplicada com
sucesso e dar-lhes algum conforto no emprego dos toxicodependentes em
recuperação, “porque se as empresas quiserem realmente empregar estas
pessoas, tem de haver alguma sensibilidade, porque são casos especiais e
sendo casos especiais, precisam de um acompanhamento especial. E é isso
que nós também queremos dar, algum conforto às empresas e dizer-lhes
que existem estes recursos que vocês podem utilizar e com os quais vão
estar amparados”.O economista lembra ainda que “as pessoas não
podem ser deixadas ao abandono e o governo tem feito trabalho nesta
área, mas é preciso mais e o Governo não pode fazer tudo”.Por isso,
Érico Matias Tavares conclui, salientando que “há muitas pessoas que
são toxicodependentes e que já trabalham nas empresas, portanto, as
próprias empresas também precisam ter alguns conhecimentos de como é que
se lida com essas situações e como é que, eventualmente, se pode
retirar as pessoas desta situação”.