Conferência Episcopal Portuguesa elogia caminhos de esperança que Francisco abriu

Óbito/Papa

21 de abr. de 2025, 10:22 — Lusa/AO Online

“O pontificado de Francisco, para mim, é uma abertura de caminhos e de esperança para a Igreja e para o mundo”, afirmou à agência Lusa José Ornelas, também bispo da Diocese de Leiria-Fátima.José Ornelas salientou que “a mensagem final, das poucas palavras que ele disse, já o último fôlego a partir da balaustrada de São Pedro, foi precisamente para anunciar a Ressurreição e anunciar a paz e pedir o dom da paz”.O Papa Francisco morreu hoje aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta a 23 de março. A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.O presidente da CEP adiantou ter recebido uma notícia “profundamente triste, mas também cheia de grande esperança”.“Pensei logo ‘segunda-feira de Páscoa, é o tempo de viver a Páscoa e depois de celebrá-la’. Eu acho que caracteriza muito aquilo que foi o Papa Francisco e aquilo que deixa à Igreja”, declarou.Destacando o processo sinodal desencadeado por Francisco, José Ornelas notou que o que caracterizou a vida e o ministério do Papa Francisco foi querer “mudar o ser Igreja”.“Escutar o povo de Deus, de voltar às raízes fundamentais daquilo que é a Igreja, para caminhar juntos, um caminho de conjunto dentro da Igreja”, referiu, considerando que a morte de Francisco não tira força a este processo, pois “a esperança está sempre para além da vida de cada um”.O presidente da CEP admitiu ainda ter pensado ser uma pena Francisco não terminar o Jubileu da esperança.“Depois disse ‘não é que pena’. Ele abriu caminhos de esperança”, frisou, desejando que a Igreja Católica os continue.