Conferência Episcopal agradece ao Papa atenção ao pobres e luta contra os abusos sexuais
13 de mar. de 2023, 08:23
— Lusa/AO Online
No
documento divulgado, além de agradecer ao Papa Francisco “a
constante luta contra os abusos sexuais de menores e adultos vulneráveis
na Igreja, convocando toda a Igreja para a tolerância zero”, a CEP
destaca o cuidado pelos "mais descartáveis", com as viagens apostólicas
“sobretudo a países da periferia”Agradece
igualmente ao Papa Francisco o “empenho contínuo” pelo efetivo diálogo
ecuménico e inter-religioso, o apelo e compromisso pela paz e justiça no
mundo e todas as atitudes e gestos que a CEP considera conduzir a uma
igreja “autenticamente inclusiva, aberta e ‘em saída’”.Ao
agradecer o magistério legado pelo Papa Francisco, a CEP destaca as
primeiras palavras de Jorge Bergoglio após a sua eleição, sublinhando o
desejo de, em conjunto com o povo, percorrer “um caminho de
fraternidade, de amor, de confiança”.“Rezemos
sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma
grande fraternidade”, é outra das frases iniciais de Jorge Bergoglio
como Papa destacadas pela CEP.Ao saudar o
ministério pastoral do Papa Francisco, a CEP agradece-lhe ainda a
presença em Portugal, em 2017 - “como peregrino da paz no centenário das
aparições em Fátima” –, e lembra que conta com a sua presença em agosto
próximo para a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.“Rezamos
pelo Papa Francisco, para que Deus continue a abençoá-lo com os seus
dons e o fortaleça no serviço à comunhão e missão da Igreja”,
acrescenta.O pontificado do Papa Francisco
está fortemente marcado, desde 24 de fevereiro de 2022, pela guerra a
Ucrânia, com o pontífice a desdobrar-se em declarações a pedir a paz
para o território.Ao longo de mais de um
ano, muitas foram as intervenções públicas que fez em defesa do fim de
um conflito iniciado com a invasão do território ucraniano por parte da
Rússia, que considerou "repugnante" e um "massacre sem sentido”.Logo
no dia seguinte à invasão, Francisco, num gesto inédito, deslocou-se à
embaixada russa junto ao Vaticano para expressar a sua preocupação com a
invasão da Ucrânia pela Rússia.A par das
reformas na cúria e na renovação do colégio cardinalício, o Papa
Francisco, o primeiro jesuíta a chegar ao topo da Igreja Católica, vê o
seu pontificado marcado por mudanças significativas, entre as quais a
escuta aos fiéis sobre o rumo que a Igreja deve prosseguir.