Confederação do Turismo apela a novas medidas devido ao confinamento
Covid-19
14 de jan. de 2021, 14:36
— Lusa/AO Online
“Após o anúncio de ontem
[quarta-feira] do novo confinamento geral, a CTP alerta o Governo para a
necessidade de criar novas medidas de apoio às empresas que permitam
garantir a manutenção da sua atividade”, indica a entidade, num
comunicado.“Não nos cabe a nós comentarmos
as medidas de saúde pública anunciadas pelo Governo, estas têm em conta
a opinião dos especialistas e a situação atual da pandemia e as
previsões para as próximas semanas”, realçou Francisco Calheiros,
presidente da CTP, alertando, no entanto, que “é evidente que este novo
confinamento, que implica a proibição de circulação e o encerramento de
muitas atividades, irá ser dramático para a economia e para o turismo”. Tendo
em conta as consequências do novo confinamento, “a CTP apela ao Governo
para que sejam criadas medidas de apoio para que as empresas possam
manter a sua atividade, fazer face aos encargos fixos e manter os postos
de trabalho”.Francisco Calheiros recordou
que “esta pandemia se mantém há 10 meses e as empresas têm lutado por
sobreviverem, com um esforço de tesouraria muito elevado”, destacando
que “as reservas financeiras das empresas estão no limite e para se
manterem a funcionar e a cumprir com os seus compromissos têm de ter
acesso a novos apoios”.A CTP recordou que o
turismo “tem sido uma das atividades mais afetadas pela pandemia Covid-19 e, de acordo com as previsões” da entidade “em 2020 as quebras
nos vários indicadores irão rondar os 70%”.As
medidas aprovadas esta quarta-feira determinam a suspensão das
atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em
estabelecimentos abertos ao público, "bem como o encerramento de um
alargado conjunto de instalações e estabelecimentos, incluindo
atividades culturais e de lazer, atividades desportivas (salvo a prática
de desportos individuais ao ar livre e atividades de treino e
competitivas) e termas", segundo detalha o comunicado do Conselho de
Ministros.Tal como já se esperava, os
restaurantes voltam a ter de encerrar portas ao público passando a
funcionar apenas em regime de 'take-away' ou de entregas ao domicílio.Neste
confinamento geral permite-se o funcionamento de feiras e mercados, nos
casos de venda de produtos alimentares, supermercados, hipermercados e
mercearias.Também as farmácias, padarias e
outras atividades de comércio a retalho ou prestação de serviços de
primeira necessidade ou outros considerados essenciais vão manter-se
abertos ao público.