Confederação de empresas apresenta sugestões para revisão do Construir 2030 Açores
31 de jan. de 2025, 10:46
— Lusa/AO Online
A CPPME adiantou em
comunicado que os contributos foram entregues
ao secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração
Pública, Duarte Freitas, “num espírito de colaboração” e com o objetivo
de “reforçar a eficácia dos apoios ao investimento na Região Autónoma
dos Açores”.Segundo a nota, o documento
apresenta propostas e identifica desafios estruturais que afetam a
acessibilidade e eficiência do sistema de incentivos, destacando três
eixos fundamentais: limitações do programa; acessibilidade e burocracia;
e recebimentos e financiamento.Em relação
às limitações do programa, a confederação de empresas aponta a
“insuficiência dos valores máximos de investimento elegível, restrições
nas categorias de despesas apoiadas e falta de flexibilidade na
reprogramação de projetos”.Já em relação à
acessibilidade e burocracia, salienta a “complexidade dos regulamentos,
dificuldades na submissão de candidaturas e ausência de um
acompanhamento personalizado para os empresários”.Quanto
a recebimentos e financiamento, a CPPME indica “atrasos nos pagamentos
dos apoios, falta de adiantamentos eficazes e dificuldades no acesso a
crédito bancário para cofinanciamento”.A CPPME também apresentou propostas concretas para “simplificar e tornar mais eficiente” o programa Construir 2030 Açores.A
redução da burocracia, a agilização dos processos de candidatura e
análise, o reforço do apoio a microempresas e jovens investidores e a
criação de mecanismos de financiamento mais ágeis e acessíveis, são
algumas das sugestões apresentadas ao Governo Regional dos Açores.Segundo
a nota, o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração
Pública recebeu as propostas “com abertura e manifestou disponibilidade
para avaliar as sugestões apresentadas, reconhecendo a importância de
um sistema de incentivos mais eficiente e alinhado com as necessidades
do tecido empresarial açoriano”.A CPPME
considera o diálogo com o executivo açoriano como sendo “um passo
positivo para a construção de um ambiente de investimento mais
favorável” e garante que continuará a acompanhar o processo.