Concurso para a obra de proteção da orla costeira das Calhetas lançado este semestre
28 de mar. de 2023, 07:32
— Ana Carvalho Melo
O concurso para a empreitada de proteção da orla costeira da freguesia
das Calhetas, concelho da Ribeira Grande, vai ser lançado ainda no
primeiro semestre deste ano, anunciou ontem a Secretaria Regional do
Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.A obra, com um preço-base de
2,8 milhões de euros e um prazo de execução de 600 dias, prevê a
construção de proteção marítima contra a ação direta da agitação
marítima na base da falésia e de descarregadores de águas pluviais para
conduzir as águas das chuvas para a base da falésia, além da limpeza e
tratamento de terrenos na crista da arriba de forma a evitar as
escorrências ao longo da falésia.Esta intervenção vai ser realizada
em duas fases, sendo que a primeira fase de intervenção abrange um troço
de 180 metros, compreendido entre cerca de 40 metros a nascente da Rua
Nova da Igreja e 50 metros a poente da Rua da Igreja.“A intervenção
começa forçosamente pela proteção da base, junto ao mar, para depois se
proceder a uma estabilização de todo o talude, o que leva o seu tempo”,
explica a secretária regional da tutela, Berta Cabral, citada em nota
publicada no Portal do Executivo.Segundo esta nota, já foi realizada
a demolição de duas casas, situadas junto à igreja da freguesia das
Calhetas, numa ação levada cabo pela Direção Regional das Obras Públicas
em articulação com a Direção Regional do Ordenamento do Território e
Recursos Hídricos, a Direção Regional da Habitação, a Direção do
Orçamento e Tesouro, a Câmara Municipal da Ribeira Grande, a Junta de
Freguesia das Calhetas e o Laboratório Regional de Engenharia Civil
(LREC).A demolição ocorreu na sequência de recomendações do LREC,
pelo facto da estrutura remanescente das moradias estar localizada e a
fazer pressão numa zona costeira fortemente erodida, de grande
instabilidade e onde têm ocorrido várias derrocadas nas últimas semanas.“Em
primeira instância, está a prudência e a salvaguarda da segurança das
pessoas e das infraestruturas, pelo que, conhecendo o parecer do LREC,
desencadeámos imediatamente todos os esforços para que as várias
entidades se coordenassem e interviessem dentro do seu âmbito de
competências”, explicou Berta Cabral.