Concurso contínuo de professores que garanta "justiça nas colocações”
Hoje 12:11
— Lusa/AO Online
O SIPE foi um dos
primeiros sindicatos a ser recebido hoje pela equipa do Ministério da
Educação para continuar as negociações para desenhar um novo Estatuto da
Carreira Docente, que neste momento está focado em alterar o modelo de
recrutamento e colocação de professores.A
proposta do ministério passa por manter um concurso nacional – para os
professores que querem mudar de escola ou que querem vincular - e criar
um novo concurso contínuo nacional, que substituirá os vários mecanismos
concursais atualmente existentes.Através
de uma base nacional única de docentes, ordenada e permanentemente
atualizada, é permitida a entrada contínua de candidatos, com
profissionalização ou habilitação própria.No entanto, a presidente do SIPE, Júlia Azevedo, lembra que é preciso garantir que haverá sempre “justiça nas colocações”.“Uma
das queixas dos professores é que concorrem para as vagas que existem e
ficam longe de casa, mas depois aparece outra vaga que preferiam e quem
fica com ela é alguém com menos graduação”, contou a presidente do
sindicato à Lusa.Para tentar reduzir estes
casos, o SIPE pediu ao ministério que seja feito um “estudo profundo
que apure o maior número de vagas possível” e que, um pouco antes do
início do ano letivo, o concurso continuo seja aberto a todos, “para que
os professores de quadro possam escolher a vaga para onde querem
ficar”, contou Júlia Azevedo.Em setembro,
“o concurso entrava em continuo” para responder às necessidades
temporárias, disse à Lusa, no final da reunião com o ministro da
Educação, Fernando Alexandre, e os secretários de estado Alexandre Homem
Cristo e Maria Luísa Oliveira, e a secretária de Estado da
Administração Pública, Marisa Garrido.Nesta
nova reunião negocial sobre “Habilitação para a docência, recrutamento e
admissão”, Governo e sindicatos focaram-se apenas em “dois artigos que
serão a base do novo modelo de concursos”.Segundo
Júlia Azevedo, o ministério irá enviar hoje o articulado relativo a
esses dois artigos que garantem que o concurso de professores “será
centralizado, anual e por graduação profissional”.Neste
momento, “sem um articulado bem definido é dificil ter uma opinião”,
concluiu a representante, explicando tratar-se de um tema “muito
complexo e técnico”.Para já, saúda a ideia
da tutela de criar um modelo que permitirá “colocar rapidamente os
professores segundo as suas preferências e necessidades de forma a
minimizar os casos de alunos sem aulas”.A próxima reunião negocial para continuar a negociar este segundo ponto de revisão do ECD já está marcado para 11 de maio.