Conclusão da obra da circular de Angra do Heroísmo prevista para junho
Hoje 11:55
— Lusa/AO Online
Numa resposta enviada à
representação parlamentar do Chega/Açores, e consultada pela
agência Lusa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e
Comunidades, Paulo Estêvão, esclareceu que “a empreitada que liga a Via
Vitorino Nemésio à Circular de Angra do Heroísmo tem conclusão prevista
para o final do mês de junho do corrente ano”.O
Governo açoriano adiantou que, "apesar de existir um
plano de trabalhos de recuperação, com término previsto na data
indicada", a obra não regista, "até ao momento, qualquer atraso
efetivo", sendo a sua evolução acompanhada diariamente.Ainda
segundo o executivo regional, "não existem alterações ao projeto
inicial" da obra, que representa um investimento superior a 6,8 milhões
de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).Da
mesma forma, não estão previstos, atualmente, trabalhos adicionais ou
complementares no âmbito desta empreitada, é referido ainda na resposta.Em
março, o Chega/Açores exigiu ao Governo Regional respostas sobre os
atrasos nas obras da circular de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira,
uma intervenção “com impacto direto nas acessibilidades, segurança
rodoviária e na atividade económica local”.Em
comunicado, o partido adiantava que entregou um requerimento na
Assembleia Regional a pedir “esclarecimentos sobre o estado de execução
da empreitada de ligação entre a Via Vitorino Nemésio e a Circular de
Angra do Heroísmo”.“O Chega sublinha a
relevância estratégica desta obra para a mobilidade na ilha Terceira,
uma vez que envolve ligações estruturantes entre importantes eixos
rodoviários, com impacto direto nas acessibilidades, na segurança
rodoviária e na atividade económica local”, frisava.O
partido pretendia aferir a “razão dos atrasos” naquela obra, cuja
execução começou em novembro de 2024, alegando que “têm sido reportadas
dificuldades no terreno, designadamente por parte de empresários cujos
estabelecimentos se encontram nos troços abrangidos pela intervenção,
apontando para constrangimentos no acesso e potenciais prejuízos
decorrentes da duração dos trabalhos”.O
Chega, que tem cinco deputados na Assembleia Regional, defende que os
projetos financiados por fundos comunitários “exigem um elevado grau de
rigor, transparência e cumprimento de prazos”, sendo “essencial garantir
que não existem desvios que possam comprometer a sua execução”.