Compras ‘online’ dos portugueses deverão ultrapassar 10.600 ME este ano
9 de nov. de 2023, 18:14
— Lusa
De acordo com o estudo, a projeção para o
final do ano de 2023 aponta para um crescimento face a 2022 na ordem dos
2,7% na compra de produtos ‘online’, totalizando 5.530 milhões de
euros. Já as compras ‘online’ de serviços deverão crescer 6%, totalizando 5.160 milhões de euros.No
ano passado, o trabalho aponta que os portugueses gastaram mais de
5.300 milhões de euros em produtos comprados ‘online’, um recuo de 2,8%
face a 2021. No entanto, as compras em
serviços cresceram 7,5%, para mais de 4.800 milhões de euros, pelo que,
no total, as vendas ‘online’ em Portugal cresceram 1,9% comparativamente
ao ano anterior.Apresentado hoje durante a
conferência “CTT e-Commerce Day”, o “CTT e-Commerce Report” aponta
ainda que o universo de portugueses que fazem compras ‘online’ cresceu
no ano passado marginalmente (1,7%) face a 2021, ultrapassando os cinco
milhões de ‘e-buyers’.Em média, 74% dos
compradores ‘online’ fazem mais de uma compra ‘online’ por mês, tendo o
valor de compra médio se mantido estável, em torno dos 55,61 euros,
situando-se o valor médio gasto anualmente por cada ‘e-buyer’ em compras
‘online’ de produtos nos 1.073 euros.Cerca
de três em cada quatro compradores ‘online’ têm idades entre 25 e 54
anos, tendo o relatório apurado que “o crescimento do número de
compradores verifica-se sobretudo nos escalões etários mais elevados”.“A
facilidade de compra mantém-se como a principal razão de adesão ao
canal ‘online’ (69,5%)”, destaca o trabalho, acrescentando, contudo, que
o preço mais baixo foi o fator de compra que mais cresceu entre 2022 e
2023 (61,6%, mais 5,8 pontos percentuais).Ainda
que o vestuário e calçado se mantenha como a categoria mais popular
entre os ‘e-buyers’ (70,2%, menos 2,8 pontos percentuais face a 2022),
as categorias que mais cresceram em termos absolutos foram os acessórios
de moda (+10,6 pontos percentuais), higiene e cosmética (+7,6 pontos
percentuais) e produtos e acessórios para animais (+5,8 pontos
percentuais).Relativamente ao futuro, os
‘e-buyers’ apontam para um aumento da quantidade de produtos que contam
vir a comprar ‘online’, com cerca de um terço a prever gastar mais em
compras ‘online’ e a vir a fazê-lo em mais categorias.As
entregas fora de casa, nomeadamente em pontos de entrega ou em
‘lockers’, tenderão a ganhar maior importância face à entrega em casa
que se mantém como predominante.Por seu
lado, cerca de metade dos vendedores ‘online’ (‘e-sellers’) perspetivam
incrementar as vendas no próximo ano. Ainda assim, cerca 20% aponta para
uma redução nas vendas ‘online’ nos próximos 12 meses devido ao
contexto económico do país. No estudo de
mercado foram realizados 500 inquéritos telefónicos a compradores
'online', 70 inquéritos telefónicos a retalhistas com venda 'online' e
13 entrevistas presenciais a retalhistas com vendas 'online'.