Comité faz balanço muito positivo de Paris2024 mas pede renovação
Paralímpicos
9 de set. de 2024, 14:30
— Alexandra Oliveira/usa/AO Online
“Temos
razões para estarmos satisfeitos, foram obtidos os melhores resultados
desde a constituição do CPP, com a missão mesma pequena de sempre, desde
a nossa criação”, afirmou José Lourenço.Além das
medalhas e dos diplomas, o líder do CPP, fundado em 2008 após os Jogos
Pequim2008, destacou a “dinâmica da missão” lembrando: “Isto não foi só
feito de medalhas, foi feito da superação dos atletas, muitos dos quais
alcançaram resultados melhores do que aqueles com que chegaram aqui”.O
presidente do CPP voltou a alertar para a necessidade de renovação no
desporto para pessoas com deficiência, mostrando-se preocupado “com a
expressão da missão portuguesa nos Jogos Los Angeles2028 estar
comprometida”.“Não são os resultados
alcançados que nos vão distrair de chamar a atenção para a importância
de trazer mais pessoas com deficiência à prática desportiva”, afirmou,
mostrando-se esperançado: “Faltam quatro anos e estou convencido que
todas as federações e clubes vão encontrar novos atletas”.A
missão portuguesa, composta por 27 atletas, a mais pequena desde
Seul1988, igualou as medalhas alcançadas em Pequim2008, quando a missão
foi liderada para Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com
Deficiência (FPDD), mas foi “abalada” pelo primeiro caso de doping, que
José Lourenço não quis comentar “em concreto”.“É
um caso lateral que tem a importância que tem, porque não podemos
pactuar com esse tipo de práticas, e isso foi evidente na decisão que a
chefia de missão tomou”, afirmou José Lourenço, sem comentar em concreto
o resultado positivo que impediu Simone Fragoso de participar no
torneio de powerlifting, modalidade na qual Portugal faria a sua estreia
em Jogos Paralímpicos.Com o fim do
primeiro ciclo em que as condições de preparação paralímpica foram
iguais às da olímpica, o presidente do CPP, destacou a importância de no
futuro serem disponibilizados mais apoios para o desenvolvimento
desportivo.“Se não houver apoios para o
desenvolvimento desportivo podemos ter as melhores condições para o alto
rendimento, mas os atletas depois não chegam cá. Portanto, o que falta é
muito apoio e a continuidade dos apoios que integram o projeto de
preparação paralímpico”.Luís Figueiredo,
chefe da missão portuguesa aos Jogos Paris2024, também fez um balanço
“extremamente positivo” e destacou o apoio da força emigrante, e a
solidariedade entre os atletas.“Sentimos
muito o apoio da força emigrante em Paris, notamo-lo nos estádios e na
rua”, afirmou, acrescentando: “A solidariedade que existiu dentro de
missão, com atletas de outras modalidades a apoiarem os colegas também
ajudou na obtenção destes resultados”.Portugal,
que somou em Paris2024 a sua 12.ª participação em Jogos Paralímpicos,
deixa França com sete medalhas conquistadas, nas modalidades de
atletismo, boccia, ciclismo, judo e natação, passando a contar com um
total de 101 subidas ao pódio, desde Nova Iorque1984, depois de uma
primeira participação sem pódios, em 1972.