Comité de Ética da FPF foi hoje empossado e quer transparência e boa governação
Hoje 17:41
— Lusa/AO Online
Mais de seis meses depois de ter sido anunciada a criação deste comité, em agosto de 2025, e que Emanuel Macedo de Medeiros, diretor executivo da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), ficaria encarregue da sua liderança, foi dada posse aos seus responsáveis.“Os temas da ética, da transparência e da boa governação são fundamentais para o presente e futuro da FPF. Estamos a trabalhar nos mecanismos de autodefesa da credibilidade do futebol português”, vincou o presidente da FPF, Pedro Proença, citado pelo organismo.Macedo de Medeiros vai presidir ao comité, contando com José Carlos Lima, Catarina Araújo e João Paulo Almeida como vogais.“Estamos hoje a assegurar o presente para que o futuro seja de grande sucesso desportivo”, reforçou Pedro Proença, confiante de que este novo organismo persistirá no tempo para além da sua liderança da FPF, sinal de que a “cultura de integridade ficou enraizada no quotidiano da organização”.Segundo a FPF, a criação deste Comité de Ética insere-se, ainda, num movimento mais amplo de modernização institucional, que passa pela adoção de normas internacionais de anticorrupção, pela revisão de regulamentos internos e pela construção de canais seguros de denúncia e tratamento de irregularidades.“A ética e a integridade no desporto são traves estruturantes de um setor que se quer reconhecido, emancipado e sustentável. Vamos coadjuvar a direção e os demais órgãos, não só nas reformas internas necessárias para garantir o standard de ouro em matéria de organização, funcionamento, cumprimento e observância das melhores práticas, mas também uma atenção especial às vulnerabilidades e desafios que todo o setor se confronta”, explicou Macedo de Medeiros.No seu programa eleitoral, Pedro Proença tinha assumido como eixos estratégicos a transparência, o combate à corrupção, a prevenção de conflitos de interesses e o alinhamento com as melhores práticas internacionais.Neste contexto, o Comité de Ética vai assessorar a direção na definição de políticas de integridade, na monitorização do cumprimento das normas internas e na emissão de pareceres sobre matérias sensíveis para a reputação da organização e do futebol português.A FPF informa ainda que este órgão vai ter como prioridades o acompanhamento das políticas de compliance e anticorrupção, o reforço da cultura interna de integridade, a promoção de princípios claros de conduta para dirigentes, atletas e demais agentes desportivos, bem como a análise de situações suscetíveis de ferir a confiança pública.