Comissariado dos Açores para a Infância quer reforço da prevenção do abuso sexual
16 de abr. de 2018, 17:56
— Lusa/AO online
À
margem da apresentação do relatório anual de atividades do
Comissariado, em Ponta Delgada, Isabel Rodrigues referiu que este deve
ser um programa abrangente, “em toda a região e em todas as faixas
etárias”. “Reconhecer
e procurar ajuda”, sublinhou, em declarações aos jornalistas,
salientando que, embora o abuso sexual não seja a problemática com maior
representatividade no leque das situações de perigo que afetam as
crianças e jovens, “a vertente preventiva deve ser reforçada”, devido
aos seus impactos.O
Comissariado reiterou, por outro lado, a necessidade de ser criado um
centro tutelar educativo na região, alegando que quando o jovem deveria
cumprir a medida determinada pela Justiça o mais próximo possível da
residência tem de o fazer no continente.“Este
não é um assunto da responsabilidade do Governo Regional, os centros
tutelares educativos estão integrados no Ministério da Justiça, mas a
ausência desta resposta é para nós é uma lacuna que urge colmatar”,
sustentou.A
inserção de grelhas de avaliação de situações de risco e de perigo nos
sistemas informáticos das Unidades de Saúde de ilha do Serviço Regional
de Saúde e a implementação de um mecanismo de controlo, intervenção e
comunicação quando a criança ou o jovem não compareçam à consulta de
vigilância, de especialidade ou à de tratamento médico foram outras das
recomendações apresentadas hoje pelo Comissariado.Foi
igualmente recomendada a melhoria das respostas na área da saúde mental
infantojuvenil e o alargamento da ocupação dos tempos livres a todo o
período de escolaridade.A
nível nacional uma das propostas é a integração no agregado familiar do
cuidador para efeitos de determinação do imposto sobre o rendimento da
criança ou jovem."Se
há uma partilha de recursos e um esforço desta família em proporcionar a
estas crianças os cuidados de que elas necessitam e em responder a
todas estas especificidades, parece-nos justo que seja reconhecido este
novo elemento e que seja calculado para efeitos do imposto", explicou
Isabel Rodrigues.O relatório de avaliação das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens é apresentado em 26 de abril no Faial.