Comissão recomenda aceleração na avaliação de candidaturas
PRR
22 de fev. de 2023, 11:54
— Lusa/AO Online
Entre os
aspetos a melhorar há que “acelerar os processos de decisão de avaliação
das candidaturas. Há um número significativo de prazos, que vai além do
desejável”, apontou o presidente da CNA, Pedro Dominguinhos, na
apresentação do relatório desta comissão, reportado a 2022.Por
outro lado, a CNA pede que sejam agilizados os processos de
autorizações administrativas e legislativas, de modo a promover uma
maior cooperação entre entidades públicas, que sejam introduzidos
mecanismos de consulta pública na preparação dos avisos e aumentada a
percentagem de reembolso dos adiantamentos, “sempre que haja liquidez”.Esta
comissão quer também que seja reforçado e melhorado o processo de
comunicação, tanto por parte do programa em si, mas também dos
beneficiários diretos e intermediários do plano, melhorado o tempo de
resposta aos beneficiários, bem como reforçada a informação territorial
dos investimentos. No que se refere aos
aspetos positivos, a CNA destacou a aprovação dos dois pedidos de
reembolso, o lançamento de concursos e aprovações, as alterações
legislativas, a publicação do plano anual de avisos, o desenvolvimento
do plano anual de auditorias, a elaboração dos relatórios da Estrutura
de Missão Recuperar Portugal, bem como o “espírito colaborativo”
revelado pelos diversos ministérios.“Falamos
de um plano particularmente complexo, que envolve uma estreita
articulação entre todos os intervenientes na sua implementação. Isto
exige um espírito de colaboração entre todas as entidades”, referiu
Dominguinhos. Fazendo uma avaliação geral
do plano, o presidente da CNA disse que a procura está a ser
significativa, “junto das empresas, famílias, instituições do ensino
superior e instituições sociais”. De forma
global, os projetos “estão a decorrer conforme o calendário, mas há um
conjunto de melhorias e recomendações que se deverão implementar para
termos uma execução mais rápida, com qualidade e que se foque nos
resultados e nos impactos que o PRR possa ter na sociedade e economia
portuguesa”, concluiu. O montante total do
PRR (16.644 milhões de euros), gerido pela Estrutura de Missão
Recuperar Portugal, está dividido pelas suas três dimensões
estruturantes – resiliência (11.125 milhões de euros), transição
climática (3.059 milhões de euros) e transição digital (2.460 milhões de
euros).Da dotação total, cerca de 13.900 milhões de euros correspondem a subvenções e 2.700 milhões de euros a empréstimos.As três dimensões do plano apresentam uma taxa de contratação de 100%.Este
plano, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um
conjunto de reformas e investimentos, tendo em vista a recuperação do
crescimento económico. Além de ter o
objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, o PRR tem ainda o
propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.