Comissão política do PSD/Madeira aprova coligação com CDS-PP para as eleições regionais

3 de mai. de 2023, 19:34 — Lusa/AO Online

O dirigente social-democrata defendeu, após a reunião, que a Madeira “goza, atualmente, de estabilidade política no Governo, no parlamento e na maioria das autarquias”, o que “contrasta com os lamentáveis episódios e manobras de diversão” a que se assiste “no Governo socialista da República”. “É precisamente à luz da manutenção da estabilidade que tem sido a regra na região, e partindo da experiência positiva dos últimos quatro anos, que a comissão política aprovou a coligação PSD/CDS-PP para as eleições legislativas regionais que se vão realizar este ano e respetivo acordo de coligação”, afirmou.José Prada considerou que ambos os partidos intensificam, através deste acordo, “aquela que é a defesa do interesse superior da região e a luta contra uma esquerda mergulhada numa profunda crise de identidade que já provou nada ter para dar aos madeirenses”.O PSD venceu as últimas eleições legislativas regionais, em setembro de 2019, mas perdeu a maioria absoluta com que governava a região, acabando por formar um executivo de coligação com o CDS-PP.O secretário-geral do PSD/Madeira reforçou ainda que a estabilidade política na região “garante melhor capacidade para governar e para, ao mesmo tempo, responder e acautelar os interesses da população, assim como transmitir a confiança que é necessária aos agentes económicos”. Por outro lado, considerou, o Governo na República “encontra-se gravemente afetado na sua imagem, autoridade e credibilidade”, após “mais uma lamentável encenação e crise política”. José Prada referia-se à polémica que envolve o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o seu ex-adjunto Frederico Pinheiro, demitido há uma semana, sobre informações a prestar à Comissão Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP.O caso envolveu denúncias contra Frederico Pinheiro por violência física no Ministério das Infraestruturas e furto de um computador portátil, já depois de o adjunto ter sido demitido, e a polémica aumentou quando foi noticiada a intervenção do Serviço de Informações e Segurança (SIS) na recuperação desse computador.Perto das 20:20 de terça-feira, o ministro das Infraestruturas divulgou um comunicado a informar que "no atual quadro de perceção criado na opinião pública" tinha apresentado o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, "em prol da necessária tranquilidade institucional". Cerca de meia hora depois, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que recusou o pedido. Após o anúncio, o Presidente da República assumiu a sua discordância em relação ao primeiro-ministro.