Comissão Nacional do PS no sábado para aprovar calendário eleitoral e analisar resultados
Legislativas
19 de mai. de 2025, 12:00
— Lusa/AO Online
De acordo com
a convocatória, a que a agência Lusa teve acesso, o presidente do PS,
Carlos César, refere que depois do anúncio desta noite de Pedro Nuno
Santos, após a pesada derrota do PS, convoca os membros da Comissão
Nacional para esta reunião, que decorrerá sábado de manhã, em Lisboa, em
local ainda a designar.Da ordem de
trabalhos faz parte a “análise da situação política face aos resultados
eleitorais” de domingo e a “aprovação de calendários e regulamentos
eleitorais”.Entretanto, fonte próxima de
José Luís Carneiro, que perdeu a disputa interna com Pedro Nuno Santos
há quase um ano e meio, adiantou à Lusa que este “está a ser contactado
por militantes do PS e pela sociedade civil”.“É
o momento de ouvir, ponderar e depois decidir. Está, como sempre
esteve, disponível para servir o Partido Socialista e o País. Ele falará
no momento oportuno”, acrescentou a mesma fonte, tendo a CNN entretanto
anunciado que o antigo ministro dará uma entrevista esta noite.O
PS alcançou o terceiro pior resultado da sua história em legislativas,
ficando quase empatado com o Chega, o que levou o seu líder, Pedro Nuno
Santos, a apresentar a demissão um ano e meio após a sua eleição.As
eleições legislativas antecipadas de domingo, ganhas pela AD, tiveram
um impacto profundo no PS e, no discurso no qual assumiu a derrota,
Pedro Nuno Santos anunciou que pediu ao presidente do partido a
convocação já para sábado da Comissão Nacional para que haja eleições
internas, às quais não se vai recandidatar.Segundo
os resultados provisórios, e ainda sem os votos contados da emigração, o
PS perdeu 20 deputados e tem, neste momento, 58 lugares no parlamento,
com um resultado de 23,38%, ou seja, 1.394.491 votos.Com
este resultado, o PS surge quase empatado com o Chega e, em comparação
com os mesmos resultados do ano passado, também sem a emigração, perdeu
cerca de 365 mil votos num ano.Este é o
terceiro pior resultado da história do PS em termos de percentagem,
tendo a marca só sido pior apenas em 1985, com Almeida Santos, e em
1987, com Vítor Constâncio.No discurso no
qual assumiu a derrota, o líder do PS assumiu a responsabilidade do
resultado, disse que deixa de ser secretário-geral se “puder ser já” e
que não quer "ser um estorvo nas decisões" que o PS tem que tomar.“Mas
como disse Mário Soares, só é vencido quem desiste de lutar e eu não
desistirei de lutar. Até breve. Obrigado a todos”, enfatizou.