Comissão Europeia prolonga prazo de alienação de ativos da SATA e TAP
5 de jan. de 2026, 12:09
— Lusa/AO Online
De
acordo com um comunicado do executivo comunitário, a Comissão aceitou o
pedido de Portugal de prolongamento até 31 de dezembro de 2026 o prazo
para a Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA) alienar uma
participação maioritária (51%) da Azores Airlines, bem como para a
autonomização (‘carve-out’) e venda da sua unidade de assistência em
escala (‘ground handling’).Estas
alienações são condições para a aprovação do auxílio à reestruturação
concedido por Portugal à SATA em junho de 2022, no valor de 453,25
milhões de euros. No caso da TAP, a
Comissão prolongou o prazo para a alienação das suas participações na
SPdH (ex-Groundforce) e na Cateringpor até 30 de junho de 2026.Esta alienação é uma condição para a aprovação do auxílio à reestruturação concedido por Portugal à TAP em dezembro de 2021.Para
limitar os efeitos negativos do prolongamento destes prazos na
concorrência, de acordo com o comunicado, Portugal propôs reduzir
correspondentemente o montante da ajuda e prolongar as medidas
destinadas a assegurar a concorrência até à alienação total dos ativos.A 02 de janeiro, a TAP anunciou que lançou um concurso público para a
venda de 51% da Cateringpor, com um preço-base de 9,57 milhões de euros,
no âmbito destas obrigações previstas no plano de reestruturação
acordado com a Comissão Europeia.Em
comunicado, a companhia aérea informou que “encontra-se a decorrer o
prazo para apresentação de propostas para a alienação de um lote
indivisível de 357.000 ações, representativas de 51% do capital social
da Cateringpor – Catering de Portugal, S.A.”.A
decisão foi tomada por deliberação do conselho de administração em 23
de dezembro de 2025 e o procedimento inclui ainda, numa fase posterior,
“a definição das condições contratuais de fornecimento de serviços de
catering, pela Cateringpor, a partir do momento em que se concretizar a
alienação de ações referida”.Segundo a
TAP, o “preço-base do procedimento que o adquirente pagará à entidade
pública alienante é de 9.567.145,00”, estando os concorrentes sujeitos
a “requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira”. O valor resultante da alienação reverterá para o Estado, como o Governo tinha anunciado.Entre
esses requisitos, a empresa refere que os interessados “devem ter
experiência no setor do ‘catering’ há, pelo menos, cinco anos, e na
operação em aeroportos de categoria igual ou superior à do Aeroporto
Humberto Delgado”, em Lisboa, lê-se no comunicado emitido no dia 30 de
dezembro de 2025.De acordo com o anúncio
do procedimento, publicado no mesmo dia em Diário da República, a
alienação da participação social tem execução instantânea, enquanto o
contrato de aquisição de serviços de catering a celebrar com a TAP terá a
duração de cinco anos, não sendo passível de renovação.O
anúncio especifica ainda que o contrato não é dividido em lotes e que é
exigida aos concorrentes uma caução provisória de 150 mil euros,
devendo as propostas manter-se válidas por um período de 180 dias.As
propostas deverão ser submetidas “até às 23:59 do 45.º dia a contar da
data de publicação do anúncio do concurso em Diário da República”,
acrescenta o comunicado da companhia aérea. Ou seja, considerando o
padrão de concursos públicos em que os prazos são contados em dias
corridos, deverão ser entregues até 13 de fevereiro.O
processo de privatização da TAP continua em paralelo, prevendo-se a
venda de até 44,9% da companhia, com 5% do capital reservado aos
trabalhadores. O futuro comprador terá direito de preferência sobre
qualquer fatia não subscrita.A Air France-KLM, a IAG e a Lufthansa são os três interessados na corrida pela TAP.