Comissão Europeia diz que não há tempo a perder para regular Inteligência Artificial na UE
8 de mai. de 2023, 17:39
— Lusa
Numa
conferência de imprensa em Berlim, com o ministro da Economia alemão,
Robert Habeck, a também comissária europeia para a Concorrência apelou à
aprovação, “rapidamente”, de um texto que está atualmente a ser objeto
de intensos debates no Parlamento Europeu."É importante atuar rapidamente. Precisamos que a nossa legislação se adapte [às novas tecnologias]", afirmou."Não
há tempo a perder", acrescentou, manifestando a esperança de que a "Lei
IA", um texto elaborado pela Comissão Europeia, seja aprovado antes do
final do ano, aguardando-se que o Parlamento Europeu vote uma posição
comum numa reunião que se realizará quinta-feira, a que se seguirão
negociações com a Comissão e os Estados-membros.A
UE tem vindo a trabalhar há anos num projeto de regulamento sobre as
tecnologias de IA, que será a primeira grande legislação do mundo a
regular o setor.O objetivo é permitir a inovação, garantindo simultaneamente a segurança e os direitos dos utilizadores.A
Comissão Europeia apresentou o projeto em abril de 2021 mas, desde
então, as discussões têm-se arrastado no Parlamento Europeu, onde estão
em confronto os defensores de uma regulamentação severa e os que propõem
uma abordagem mais leve para incentivar o desenvolvimento da IA.No
final de 2022, a chegada do Chat GPT (um sistema de Inteligência
Artificial que responde, via mensagem escrita, às mais variadas
perguntas ou pedidos) provocou uma grande agitação no debate, com muitos
eurodeputados preocupados com o facto de o texto, que foi redigido
antes do aparecimento desta ferramenta, se tornar obsoleto.A nova legislação "poderá aplicar-se a tecnologias de IA como o GPT Chat", defendeu Vestager.“No entanto, não será o fim da história da IA, mas sim um começo muito, muito sólido", admitiu.A
"Lei da IA" incide sobre as utilizações da Inteligência Artificial,
algumas das quais serão proibidas, como a vigilância "generalizada" de
uma população ou a manipulação do "comportamento, opiniões ou decisões
dos cidadãos".Outros seriam apenas
regulamentados, como a "identificação biométrica remota de pessoas em
locais públicos" ou como os sistemas para dar prioridade a serviços de
emergência, acesso a instituições de ensino ou ferramentas de
recrutamento.