Comissão Europeia descarta para já necessidade de preparar outra epidemia
8 de jan. de 2025, 17:20
— Lusa/AO Online
"Posso
assegurar que, de momento, não há necessidade de preparação para outra
epidemia", disse a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva
Hrncirova, numa conferência de imprensa em Bruxelas.Eva
Hrncirova acrescentou que estão a ser analisados todos os casos
clínicos em países da União Europeia e que o ECDC "está a monitorizar a
situação"."Estamos cientes das notícias e da situação na China", assegurou.Imagens
de hospitais na China repletos de pacientes com mascaras suscitaram
preocupações de uma nova pandemia, desta vez do metapneumovírus humano
(hMPV), mas autoridades e especialistas descartam essa possibilidade,
apontando para um pico sazonal comum.Nas redes sociais circulam vídeos de salas de espera de hospitais alegadamente sobrelotadas na China.No
entanto, hospitais visitados pela agência Lusa em Pequim não registavam
cenários idênticos, enquanto profissionais de saúde negaram a
existência de alta pressão hospitalar.O
Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças (CCDC) reconheceu,
porém, um aumento do número de doenças respiratórias semelhantes à gripe
na China, na penúltima semana de 2024.Segundo
os dados oficiais, cerca de um terço das pessoas afetadas acusou
positivo para a gripe, um aumento de cerca de 6%, face ao mês anterior.
Entre as pessoas que tiveram de ser internadas no hospital com uma
doença respiratória, 18% tinham gripe.Segundo
a mesma fonte, o agente patogénico hMPV ficou em segundo lugar, com uma
quota de 6,2% de todos os casos - superior à quota de pacientes
infetados com covid-19, rinovírus e adenovírus.O CDC indicou ainda que 5,4% dos pacientes hospitalizados com sintomas de gripe e constipação testaram positivo para o hMPV.Ao
contrário da covid-19, cujos primeiros casos foram detetados no centro
da China no final de 2019, o hMPV existe há décadas e quase todas as
crianças são infetadas até ao seu quinto aniversário, segundo os
especialistas.O vírus está presente em
todo o mundo desde pelo menos 2001 e pode causar infeções em pessoas de
todas as idades, embora estas sejam geralmente ligeiras e não necessitem
de assistência hospitalar.Os sintomas da doença incluem tosse, dor de cabeça, febre, congestão nasal e dificuldade em respirar.