Comissão de inquérito às Agendas Mobilizadoras nos Açores termina sem relatório
31 de out. de 2022, 15:58
— Lusa/AO Online
A
proposta de relatório apresentada pela mesa da comissão, elaborado pelo
deputado Carlos Silva (PS) foi rejeitada, depois de a votação ter
ficado empatada por duas vezes, devido aos votos a favor de BE, PS e
PAN, e contra do PSD, Chega, CDS-PP e PPM.Os
partidos que integram o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM)
apresentaram várias propostas de alteração ao relatório, que também
foram reprovadas, após empates sucessivos na votação: PSD, Chega, CDS-PP
e PPM votaram a favor, enquanto PS, BE e PAN votaram contra.O documento e as alterações foram votados em conjunto (não foram debatidos na especialidade).No
início da reunião, o deputado do PAN, Pedro Neves, pediu para votar
fora do momento da votação, uma vez que se teria de ausentar da
comissão. Pedro Neves adiantou que
pretendia votar a favor do documento apresentado pelo relator e contra
as propostas de alteração do PSD/CDS-PP/PPM.A
pretensão do PAN foi aceite pela mesa, presidida pela socialista Sandra
Dias Faria, apesar da contestação dos partidos da coligação
PSD/CDS-PP/PPM.Após o chumbo da proposta
do relator (PS) e das alterações sugeridas pela coligação
PSD/CDS-PP/PPM, a socialista Andreia Cardoso apresentou uma proposta
para suspender os trabalhos, retomando-os às 16h00 para, até lá,
consensualizar um relatório final. A
sugestão não chegou a ser votada, por ter sido aprovado um requerimento
do deputado do CDS-PP Rui Martins a indicar que a proposta não tinha
enquadramento legal.Segundo a lei que
regula as comissões de inquérito na Assembleia dos Açores, “quando a
comissão de inquérito não aprova um relatório final, o presidente da
comissão elabora uma informação, dirigida ao presidente da Assembleia
Legislativa, relatando as diligências efetuadas e as razões da não
aprovação do relatório”.A comissão de
inquérito às agendas mobilizadoras foi aprovada por unanimidade no
parlamento açoriano em outubro de 2021, depois de vários partidos terem
questionado a gestão feita pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) às
verbas previstas no PRR para o arquipélago ao abrigo daquele programa.Em
causa estava uma alegada verba inicial de 117 milhões de euros,
financiada pelo PRR, destinada a projetos de inovação, turismo e
agroindústria, a que poderiam candidatar-se as empresas açorianas que
apresentassem projetos em consórcio.