Comissão de Acompanhamento “tem dúvidas” de que alguns problemas sejam corrigidos
PRR
30 de abr. de 2026, 12:32
— Lusa/AO Online
“Em
alguns casos, tenho muitas dúvidas”, afirmou o presidente da CNA-PRR,
Pedro Dominguinhos, em resposta aos jornalistas, no final da
apresentação do novo relatório da comissão. A
CNA-PRR avisou, no seu relatório, que, desde 2023, persistem
constrangimentos à execução do plano, como atrasos na decisão e pressão
de tesouraria nos beneficiários finais. As
recomendações feitas em 2023, relativas a celeridade da decisão,
funcionamento das plataformas, simplificação administrativa, reforço de
equipas e necessidade de avaliação, foram reiteradas nos dois anos
seguintes e encontram-se “amplamente confirmadas” em 2026, passando de
riscos potenciais a constrangimentos efetivos” na execução. Destacam-se
atrasos acumulados nos processos de decisão, pressão de tesouraria nos
beneficiários finais, “resultante de atrasos na análise e pagamento de
reembolsos”, limitações estruturais das plataformas de gestão e
dissociação entre o cumprimento formal e o funcionamento efetivo dos
investimentos.Pedro Dominguinhos
considerou hoje ser “fundamental” acelerar os pedidos de pagamento, por
exemplo, na área da energia ou habitação a custos acessíveis,
sublinhando que algumas entidades contrataram empresas para analisar os
pedidos de pagamento. “Para as entidades
solicitarem os pedidos de pagamento de saldo final têm de pagar todas as
faturas. Se não tiverem liquidez, isso pode criar problemas”,
sublinhou, apelando ao Governo e aos beneficiários do plano para que
acelerem o ritmo de pagamentos.O líder da
CNA-PRR assinalou ainda que, na fase final do plano, são registados mais
pedidos de pagamento, uma vez que as obras também se estão a aproximar
do fim. Outro aspeto que considerou crítico, “apesar de todos os apelos”, tem a ver com a articulação entre as entidades.“Numa
residência de estudantes em Oliveira do Hospital, passar um cabo de
eletricidade, que atravessava a rua, demorou sete meses”, exemplificou,
insistindo que “entre julho e agosto vamos ter milhares de obras”. Assim,
propôs a criação de uma ‘task-force’ entre as várias entidades, de modo
a que seja colocado “toda a energia” nestes quatro meses que faltam até
ao final da execução do plano. O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico. Além
de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este
plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.