Comissão da Juventude alerta Presidente da República para situação dos jovens nos Açores
Hoje 15:32
— Lusa/AO Online
Em comunicado , a Comissão de Juventude da CCIAH revela que enviou um
documento ao novo Presidente da República, António José Seguro, dando
nota da “preocupação com a situação social e económica dos jovens na
Região Autónoma dos Açores”.No documento,
os jovens açorianos alertam para o “crescente afastamento entre as novas
gerações e as instituições”, salientando “a importância de reforçar a
confiança democrática" num momento decisivo para o país.Os
jovens consideram que a realidade da juventude açoriana deve ser
colocada “no centro do debate político nacional”, com políticas públicas
ajustadas à condição insular e capazes de “devolver esperança e
perspetivas de futuro às novas gerações”.A
comissão sublinha que os jovens açorianos "continuam entre os grupos
mais vulneráveis em Portugal", enfrentando "dificuldades estruturais que
não resultam de falta de capacidade ou ambição".Entre
os principais problemas identificados aponta o acesso à habitação, a
escassez de emprego qualificado, os custos associados à insularidade e o
aumento da emigração jovem, "muitas vezes encarada como solução
inevitável".Apesar de reconhecerem os
limites das competências do chefe de Estado, os jovens sublinham "o
papel do Presidente da República enquanto garante da Constituição e da
coesão nacional", apelando à sua intervenção como “magistratura de
influência” na defesa da Autonomia e da igualdade territorial.No
mesmo documento, a Comissão da Juventude reforça a importância
estratégica dos Açores, rejeitando "visões centralistas" e defendendo a
região como "elemento fundamental da projeção atlântica de Portugal". Os
jovens manifestam ainda preocupação com "sinais recentes de
esvaziamento da Autonomia", que consideram "comprometer a capacidade de
resposta" dos Açores aos seus próprios desafios.“A Autonomia não é um privilégio, mas um pilar constitucional essencial ao desenvolvimento equilibrado do país”, defendem.Manifestando
disponibilidade para colaborar na construção de soluções, os jovens
afirmam que querem "ser parte ativa na definição de respostas
estruturais" que promovam "equidade e oportunidades".Na
carta endereçada a António José Seguro, a Comissão alerta igualmente
que "ignorar os desafios enfrentados pelos jovens açorianos representa
um risco não apenas para uma geração, mas para o futuro sustentável da
região e do país".