Comissão conclui que privatização da Azores Airlines foi transparente e imparcial
Hoje 13:47
— Lusa/AO Online
No
relatório final, consultado pela agência Lusa, aquela comissão concluiu
que “nada identificou nos trabalhados desenvolvidos” durante o processo
de privatização que permita concluir que os “procedimentos e decisões
não foram os adequados em todos os aspetos relevantes”.Segundo
a comissão especial de acompanhamento, o processo de privatização
esteve “em linha com o disposto no caderno de encargos do procedimento
de concurso público”.Foram “assegurados os
princípios da legalidade, da transparência, do rigor, da isenção e da
imparcialidade”, lê-se no relatório com data de hoje.A
comissão especial de acompanhamento destaca, também, que o procedimento
de alienação foi acompanhado de um Plano de Prevenção de Riscos de
Corrupção.“A comissão entende que cumpriu
as suas competências na sua plenitude com o acompanhamento do
desenvolvimento do procedimento de alienação e da sua fiscalização”,
realça aquela comissão, adiantando ter participado em 15 reuniões com a
administração da SATA, representantes dos trabalhadores e sindicatos.A
comissão esclarece que “não foram solicitados pareceres ou relatórios”
sobre as “matérias relacionadas com o procedimento de alienação, nem
foram rececionadas quaisquer reclamações” sobre o processo.A
comissão especial de acompanhamento é formada pelos professores
universitários João Teixeira e Teresa Tiago e pelo economista António
Maio.O relatório final do júri da
privatização da Azores Airlines concluiu que a proposta do consórcio
implicava “riscos inaceitáveis”, um acordo parassocial que permitia
reduzir a participação pública e uma equipa menos experiente na aviação,
segundo revelou a agência Lusa em 06 de março.O
consórcio Atlantic Connect Group apresentou a 24 de novembro de 2025
uma proposta de 17 milhões de euros por 85% do capital social da Azores
Airlines.A 4 de março, o presidente da
SATA, Tiago Santos, afirmou à agência Lusa que o modelo de venda direta
para a Azores Airlines vai permitir um “processo ágil e otimizado”,
defendendo a importância de “não se perder mais tempo” na privatização.A
privatização da Azores Airlines vai ter de ficar concluída até ao final
do ano, segundo decisão da Comissão Europeia, que em junho de 2022
aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da
companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias
estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o
desinvestimento de uma participação de controlo (51%).